quinta-feira, janeiro 15, 2009

Filosofia de vida

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Um bom ano

Para iniciar o ano da melhor maneira, deixo-vos um vídeo extraordinário e que revela o que cada um de nós pode fazer para mudar o mundo, mesmo que sejamos "pequeninos" - o lema para este ano é nunca desistir dos nossos sonhos.
Votos de um excelente 2009.




Enfim, coisas da vida ...

terça-feira, dezembro 23, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Nos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

10 de Dezembro, 21 horas, Grande Auditório da Reitoria da UA

Abertura 
Coral da Associação Amizade – Associação de Imigrantes dos Países de Leste (Porto)
Lançamento
LIVRO FÓRUM UNIVERSAL – 3 ANOS, 30 IDEIAS – DEBATE SOBRE A ACTUALIDADE
Conferência com
Pedro Jordão, do Centro de Estudos Internacionais
António Eloy, da Amnistia Internacional Portugal
Adriano Moreira, da Academia das Ciências de Lisboa
Moderação: Teresa Soares, da UA:UNESCO
Encerramento 
Danças Tradicionais de Leste

NOTA: Entrada livre

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Banco público português?

"O BPP vai ser salvo por um consórcio de seis bancos (os grandes) que se preparam para injectar 400 e tal milhões no banco que geria fortunas. Ora, estes seis bancos são os mesmíssimos que andam a pedir avais ao Estado. Donde se depreende que também o BPP é nacionalizado, por portas travessas, claro, mas com a garantia do dinheiro de todos.

E o Banco de Portugal já veio dizer que a coisa é para bem da imagem do país. Ó meus senhores, o meu crédito na banca é bastante mais pequenino. A bem da imagem do país, podiam perdoar a coisa. Eu ficava mais desafogado e garanto que não ando a desbaratar o dinheiro em operações obscuras. Só nuns livritos, uns CDs e DVDs, às vezes umas viagens. Coisa menor ao pé do que estes administradores de fortunas fizeram." -- in Cibertúlia

Onde é que eu assino por baixo esta declaração?

Enfim, coisas (vergonhosas e escandalosas) da vida ...

sexta-feira, outubro 31, 2008

[30.X.2008] O Fio do Tempo


Uma pausa,

uma flor!

1. De forma especial estes dias serão dias da memória que nos interpela e da paz que reconforta. Como que os nossos ente queridos (que algures no “tempo” da história de vida nos deixaram) nos proporcionam uma pausa de reflexão e elevação. Se vivêssemos do outro lado do mundo poderiam ser outras as “pausas” propostas, mas no mesmo sentido de acolher uma dignidade da vida humana que deseja continuar, mesmo para além do tempo e do espaço. O desígnio da eternidade, o anseio existencial profundo de quem quer viver para sempre! Quem não o quer?! Ficou gravado, de há bastantes anos, um belo pensamento de Michel Quoist, estudioso sistemático destes assuntos; dizia ele: «Só o amor é capaz de construir para a eternidade!» Simples e grande…

2. Faz parte da boa tradição viva realizar uma pausa no (possível) stress da vida que as sociedades foram “complicando” e, nestes dias 1 e 2 de Novembro, reencontrarmo-nos num gesto de ternura para com os que nos deram a vida e os valores que hoje “transportamos”. Muito acima do clássico discurso das circunstâncias de que “as flores oferecem-se em vida”, e ainda muito acima dos variados excessos que possam porventura existir nestas coisas… cada vez mais, no tempo que vivemos, é preciosa a partilha de um gesto, uma palavra, um sentimento, uma flor, uma vela! Agarremos o que pode unir e motivar à esperança, este um valor que nos vem do infinito e que nos quer conduzir pela via do “amor” generoso que tudo pode resgatar…

3. Esse recolhimento, rico de memória e em paz, faz-nos mesmo apreciar o essencial da vida, muito acima de todas as mil coisas. Teresa de Calcutá dizia que «um dia seremos considerados não pela quantidade de coisas que fizemos mas pelo amor que colocamos naquilo que fazemos.» Não é pela quantidade nem pelo discurso; serão a qualidade de sentido de vida como serviço a escola do futuro absoluto. Disse-nos Ele, Alfa e Ómega, que não há fórmulas… Cada flor signifique essa procura!

quinta-feira, outubro 30, 2008

POLITICA FAMILIAR, UMA HIPOCRISIA

O que se está passando entre nós, em relação à instituição familiar, no plano legal, com graves e inevitáveis repercussões na vida pessoal e no plano social, é, a meu ver, a mancha mais negra e vergonhosa da nossa história recente. Não serão precisos muitos  anos para que os fautores desta vergonhosa façanha o verifiquem, porventura sentindo então as dores, na sua carne e na dos seus, do que fizeram, de modo inconsciente ou condenavelmente premeditado.

Trata-se de uma verdadeira politica de hipocrisia. Advoga-se por leis, despachos e portarias que as crianças institucionalizadas e os doentes mentais retidos em hospitais devem ser entregues à família, sem se verificar se ela existe e tem consistência e capacidade para assumir essa responsabilidade e consequentes tarefas; retira-se a criança à família que a criou, desde os primeiros dias, para a entregar àquela que a rejeitou ainda antes de ela nascer; fala-se do valor da adopção e paralisa-se o desejo e a vontade de adoptar num emaranhado de burocracias e papéis que mais levam a desistir que a confiar num êxito, ainda que remoto; aceita-se e até se diz, teoricamente, que a família é o melhor espaço e ambiente para educar uma criança, mas criam-se condições legais que a destroem ou a isso dão pretexto e ocasião, privilegiando-se os caprichos pessoais, a falta de esforço normal para ultrapassar dificuldades, menosprezando assim o direito de quem acredita na família e se sente vítima ultrajada dos que a vilipendiam; o divórcio, cada vez mais fácil, é prova de modernidade e de progresso social, sem que se tenha em conta a repercussão desta facilidade em muitas vidas atingidas pelo favor de leis que mutilam a dignidade das pessoas e as libertam de responsabilidades pessoais e sociais; para se apoiarem formas estranhas de casamento, os casos pessoais ganham um direito de cidadania que os sobrepõem a tudo e todos, não se procurando o respeito que a todos é devido, segundo a sua situação e o interesse comum e, a pretexto de igualdade, faz-se um nivelamento que não conta com as naturais desigualdades; sem se olhar à sanidade e ao futuro da sociedade, ridiculariza-se a família normal e o seu direito e dever de procriar, importando-se acriticamente e implementando-se, por força de uma maioria parlamentar, o pensar de estranhos que nunca acreditaram na família, porque nunca saborearam o seu verdadeiro valor e beleza; durante o dia, o Estado considera-se dono das crianças, confia-as a quem não aceita tal principio, satisfaz-lhes os gostos e aguenta-lhes os caprichos, para, ao fim da tarde, as despejar, caprichosas e frenéticas, nos braços de pais cansados e preocupados e, ai deles, se lhes puxarem uma orelha ou lhes derem uma merecida palmada, pois terão de se haver com a justiça; sem ouvir os pais, mas entalando-os com decisões posteriores a tomar e envolvem encargos, dão-se computadores às crianças que, muitas vezes, em suas casas, não têm resposta possível para as suas maiores necessidades; no direito à educação escolar e à escolha dos projectos educativos os pais não contam e, se ousam contar, são escandalosamente penalizados…A ladainha pode continuar, que não parará logo ali.

Na mente de quem legisla e de quem governa o país parece que a família é mesmo para acabar. Só traz incómodas a quem quer ser livre e encargos ao erário público. E se ela ousa ter quatro ou mais filhos, paga por esta ousadia, porque para muitas destas mentes brilhantes que detêm o poder, mais de dois filhos é prova de insanidade mental.

Não escondo nem calo que há medidas a favor da família, mas muitas destas mais preocupadas com o pensar dos estranhos que com a resposta as necessidades. As estatísticas e os relatórios dão números não mostram rostos nem transmitem dores. E, quem está bem, não entenderá facilmente as carências de muitas famílias que também pagam impostos e já lhes falta voz para clamarem pela justiça a que têm direito.

D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro

terça-feira, outubro 28, 2008

Parabéns Filhote

Faz hoje quatro lindos anos que pelas 18h14m, nascia a criatura mais linda e mais adorável à face da terra! Para mim claro!
Falo do meu filhote, o meu Afonsito, o meu anjinho como lhe costumo chamar!
Hoje quero agradecer a Deus:
pelo dom da vida. 
pelo dom do amor incondicional que sinto ao olhar para ele quando adormece.
pelo dom da felicidade que é estar com ele.
pelo dom de chorar de alegria, quando por exº,tinha ele ainda dias de vida e ao sorrir para mim, senti o sorriso de Deus...
Obrigado Senhor, pelo meu filho.
Obrigado Gaby, por seres a mãe do meu filho!

Deixo-vos também este texto que hoje, por acaso li num blog e senti que "alguém" me estava a querer dizer alguma coisa, dado que fui para ao blog não sei bem como!

Enfim, como costumo dizer, coisas da vida ...


"Num mundo melhor, todas as famílias aprenderão com as crianças. Você tem muita pressa de as ensinar. Ninguém parece aprender com elas, e elas têm muito para lhe ensinar.
Só porque é mais velho e poderoso começa a fazê-las iguais a si, sem sequer pensa no que é, onde chegou, qual é o seu
status no mundo interior. Você é um pobre; e também quer o mesmo para o seu filho?
Mas ninguém pensa; caso contrário, as pessoas aprenderiam com as criancinhas. As crianças trazem muitas coisas do outro mundo porque são recém-chegadas. Transportam o silêncio do útero, o silêncio da própria existência."


OSHO

sexta-feira, outubro 24, 2008

Anúncio no 'Correio da Manhã'


Um pouco de humor!
Enfim, coisas da vida ...



Anúnicio colocado no Jornal "Correio da Manhã"

PRETA E SOLTEIRA

Procuro companheiro macho, a origem étnica não é importante. Sou muito boa fêmea e adoro BRINCADEIRAS.
Gosto muito de passeios nas matas gosto de andar de jeep, de viagens para caçar, acampar e pescar, de noites de inverno aconchegadas junto à lareira. Jantares à luz de velas fazem que vá comer-lhe à mão. Quando voltar acasa do trabalho esperá-lo-ei à porta, vestindo apenas o que a natureza me deu. Telefone para 218756420 e pergunte pela Micas. Aguardo notícias suas...

RESULTADO DO ANÚNCIO:
Mais de 15.000 homens deram por si a telefonar para a Sociedade Protectora dos Animais - Secção de Caninos....

[23.X.08] O Fio do Tempo




A «situação

espiritual»

1. Recentemente chegou-nos às mãos a colectânea das conferências da Conferência Gulbekian que de 25 a 27 de Outubro de 2006 assinalou os 50 anos da Fundação. O pertinente e corajoso título, «que Valores para este Tempo?» trouxe a Portugal nomes grande da reflexão actual. Por trás da idealização da iniciativa, vale a pena apercebermo-nos da reflexão do grande e reconhecido pensador que foi Fernando Gil (1937-2006), entretanto falecido, não chegando a participar no congresso que fora convidado a preparar. Começava deste modo a reflexão de abertura de Fernando Gil: «Perante a angustiante “situação espiritual do nosso tempo”, diagnosticada há muitos anos por Max Scheler (1774-1928) […] parece oportuno interrogarmo-nos sobre o que se pode chamar, sem exagero, uma crise geral do sentido.»

2. Ideias estas tão importantes que, numa busca de coerência, nos farão reflectir, nos vários níveis de pertença social, sobre as necessárias interrogações. Não como quem paralisa na dúvida, mas como quem a sente viagem de descoberta. Se formos pela rua fora sobre o que se pensa da “situação espiritual” do nosso tempo arriscamo-nos a ser surpreendidos com posições que podem tocar, de um lado ou de outro, um certo extremismo de posições; como reacção crítica ou como aceitação acrítica. No fim de contas, e para que a vida tenha sentido, a busca de sentido é a tarefa mais importante da vida. A asfixia espiritual, por determinados conceitos ou preconceitos (?), continua a ser o reflexo dos fechamentos que são sementes de exclusão e intolerâncias. É urgente refocalizar o centro dos debates…

3. Uma dinâmica, como que sem contraditório, faz com que quanto menos se reflecte menos apetece pensar e reflectir. As faces técnicas e “fazedoras” da vida não darão as respostas essenciais ao nosso tempo, somente as respostas instrumentais. Não deixemos que o ser humano se instrumentalize ou ‘subjectivize’. Há tempo e lugar?

terça-feira, outubro 14, 2008

O Arquipélago da Insónia

Deixem-me oferecer-vos uma entrevista surreal e completamente viciante!
A peça a que me refiro, foi da SIC Notícias e o entrevistador é o fantástico Mário Crespo entrevistando um homem que a cada dia que passa admiro mais - António Lobo Antunes.
Peço-vos que já que aqui chegaram reservem uns 33 minutos da vossa vida para sentados e com os ouvidos bem abertos sintam o carinho e a qualidade que este fantástico escritor fala sobre a morte, as alegrias, as tristezas, enfim ... diria mesmo, ele fala sobre a vida.
Digo-vos uma coisa, eu ouvi e voltei a ouvir, retirando expressões que ele pronuncia completamente fantásticas ... só para vos exemplificar:
Aquela em que ele se refere ao pai na medida em que ele é a defesa da sua própria vida, isto é,  a linha que o separa da morte!

Enfim, coisas da vida ...

cliquem aqui para aceder ao vídeo completo


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