segunda-feira, outubro 30, 2006

Uma questão pertinente

Gostaria de perguntar aos defensores do "SIM" no próximo referendo sobre a liberalização do aborto:

- O que é que acontecerá, caso o sim vença, a uma mulher que à 11ª semana de gestação faça um aborto? ou à 13ª, 14ª ...


enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, outubro 26, 2006

Sou mesmo contra o aborto

Enquanto me falta inspiração e a vontade de escrever sobre o tema não aparece, vou aqui colocando ideias de outras pessoas, que tão bem exprimem o meu pensamento.

"Um casal bonito. Por dentro e por fora. Há muito tentavam descobrir no seu seio a criança, para a família ficar completa. As tentativas eram mais que muitas. Naturais. Acompanhamento médico. Terapias. Medicação. Insemi-nação. Quando parecia que Deus estava a ceder ao seu pedido, ao seu desejo, tudo se desmorona. Já era difícil engravidar. Muito dinheiro empatado naquilo que achavam ser o mais importante das suas vidas e da sua partilha. Agora a dificuldade mantinha-se. Já não era só difícil engravidar. Tornara-se difícil não abortar. Estávamos a conversar da sua ansiedade. Que deviam esforçar-se, mas com serenidade. Que acima de tudo o mais importante era o amor que sentiam um pelo outro. Que não deviam deixar que a situação afectasse isso. Que deviam viver a vida e não deixar que ela os vivesse. Que havia sempre algumas alternativas. Curioso, pois tínhamos acabado de assistir a um programa sobre adopções de crianças com deficiência. Eram altas horas da madrugada. Mas a conversa mantinha-se oportuna e interessada. Às tantas ela surge com este desabafo. Andam aí a lutar para que o aborto seja legalizado. Andam aí tantas mães a abortar porque os não querem. E quem os quer, sofre porque os não consegue. Curioso como não falou da intervenção divina. Nem eu. Já encontrei pais bem felizes com as adopções que fizeram. Continuou. É injusta esta sociedade. Eu sou contra o aborto. Sou-o sobretudo porque acho que é uma perda quando há tanta gente que gostaria de encontrar a felicidade nos filhos que não consegue dar à luz e há quem os destrua com o argumento egoísta da felicidade. A conversa não ficou por ali. Mas o assunto sim."
retirado do blog confessionario

enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sobre o aborto

Enquanto não consigo arranjar vontade para escrever um pouco sobre o "NÃO" no referendo agora proposto, criei um novo item no menu lateral somente com páginas sobre o aborto.

Esta minha falta de vontade sobre escrever o que penso, prende-se tão pura e simplesmente porque este assunto já me mete "nojo", deixem passar a expressão. Como é que as pessoas podem ser tão hipócritas e arranjar razões legais para se poderem matar vidas humanas?
Enfim, este assunto é do mais desumano que pode existir na sociedade contemporânea, e só demonstra o atraso tecnológico que o país atravessa, e não é tecnológico em termos de tecnologia científica, mas sim tecnológico em termos de mentalidade e valores da vida.

Mas, sinceramente espero encontrar vontade para debater um pouco mais sobre este tema tão valioso e vital para a sociedade.

Enfim, coisas da vida ...

terça-feira, outubro 17, 2006

O PADRE E OS ESPANHÓIS

Um texto para descontraír, divirtam-se e sejam felizes.

Numa povoação pequena, mesmo junto à fronteira entre Portugal e Espanha, a Igreja está cheia para a missa das 10h00: portugueses, espanhóis, o presidenteda junta, etc.
O padre começa o sermão:- "Irmãos estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus... Aquele povo desgraçado como esses espanhóis que estão aqui...
"Ohhhhhhh !!!! O maior tumulto tomou conta da igreja.
Os espanhóis ofenderam o padre, houve porrada na porta da igreja.
O presidente da juntal levou as mãos à cabeça, indignado. Acabada a confusão, o presidente da junta foi falar com o padre na sacristia:
- "Sr. Padre, vá devagar, os espanhóis vêm para este lado, gastam nas lojas,nos restaurantes, trazem divisas para Portugal. Não faça mais provocações."
Durante a semana a conversa entre todos era a mesma: o padre e o sermão doDomingo. Aquele zum-zum-zum todo foi fazendo com que as pessoas ficassem curiosas e a querer saber mais sobre o que tinha acontecido. Finalmente, chega o domingo.
O presidente da junta chega à sacristia e fala com o padre:
-" Padre, o senhor lembra-se da nossa conversa, não? Por favor, não arranje nenhum problema hoje, ok?"
Vem a missa e o padre começa o sermão: "- Irmãos... Estamos aqui reunidos, hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia:Maria Madalena. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas espanholas que estão aqui..."
Caldeirada geral: pancadaria na igreja, partiram velas nos corredores, chapadas, socos e alguns internamentos no SAP da povoação.
O presidente da junta foi novamente ter com o padre:

- "Padre, o senhor não me disse que iria com mais calma?... se o senhor não amansar, vou escrever uma carta ao Bispo e pedir a sua retiradaimediata."
Naquela semana, o tumulto era maior ainda. As conversas eram maiores ainda.Ninguém iria perder a missa do próximo domingo nem que a vaca tossisse. Na manhã deDomingo, o presidente da junta entra na sacristia com a polícia e adverte o padre: "
-Sr. Padre, não provoque desta vez, senão acuso-o de provocação de tumulto e vai dentro!!"
A igreja estava a abarrotar. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. Começa o sermão :- " Irmãos... Estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Cristo: a Santa Ceia"
(O presidente da junta respirou aliviado...)
- "Jesus, naquele momento, disse aos apóstolos :
«Esta noite, um de vocês me trairá.»
Então João pergunta:
'Mestre, sou eu?' e Jesus responde:
'Não, João, não serás tu."
Pedro pergunta: 'Mestre, sou eu?' e Cristo responde:
'Não, Pedro, não serás tu."
Então Judas pergunta: 'Maestro, soy Yo?...'


A PORRADA FOI GERAL !!!!!

enfim, coisas da vida ...

quarta-feira, outubro 11, 2006

O MUNDO PERFEITO DO "PAI" DA ANITA

É bonito mesmo nos dias de hoje existirem vozes contra a corrente aparentemente natural do "tudo vale". Obviamente que me refiro ao destaque dado por mim ao artigo que transcrevo, da suposta pretensão de uns iluminados de quererem que até a Anita seja filha de pais divorciados, mas a resposta do autor é clara e muito natural: - "como é possível se eu sou casado à mais de 50 anos e continuamos a dar-nos bem", são exemplos destes que a sociedade actual necessita, que nem tudo vai mal e que acima de tudo a família é um bem necessário, insubstituível e que existem pessoas felizes casadas à mais de 50 anos. Por muito que pretendam uniformizar os "novos tipos de família", que existem e não podem ser rejeitados nem olhados de lado, a família natural é a de pai, mãe e filhos.
Porque se cada vez mais conseguirmos "formatar" as mentalidades das crianças em particular e da sociedade em geral para o divórcio, promiscuidade, etc. onde é que iremos parar ? que sociedade estaremos a construir? baseada em que modelos, valores, ideias? - do tudo vale?

Será que a familia ainda é a "célula básica da sociedade"?
Sinceramente espero que sim e rezo a Deus para que isso assim continue.



"É um dos grandes clássicos da literatura infantil: a colecção da Anita vendeu mais de 80 milhões de livros em todo o mundo e está traduzida em dezenas de línguas. O seu desenhador, Marcel Marlier, veio a Portugal celebrar os 50 anos da sua menina exemplar. Por Alexandra Prado Coelho

Passaram-se já 52 anos desde que Marcel Marlier desenhou pela primeira vez a Anita - ele, que é belga, chama-lhe Martine. Em 50 anos muita coisa mudou: houve países que nasceram, outros que desapareceram, o Muro de Berlim caiu, o comunismo acabou, a televisão tornou-se um objecto banal, apareceu a Internet, surgiu a União Europeia, os islamistas radicais atacaram os EUA. Enfim, muito mudou. Mas a Anita? Atravessou as décadas, com o seu cão Pantufa, o seu irmão, os amigos, um universo feliz e perfeito. E vendeu milhões - mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, e mais de 12 milhões só em Portugal. A verdade é que pequenas coisas mudaram nela, o corte de cabelo, às vezes os traços do rosto (sobretudo se compararmos com os primeiros álbuns), a idade, que pode oscilar entre os cinco e os sete anos, mas na essência, Anita continua a ser "uma criança que é gentil, que tenta fazer as coisas bem", tal como Marlier a imaginou há 50 anos. E continua a ter o rosto da menina que trabalhava na loja do outro lado da rua quando o desenhador tinha dez ou 12 anos, e que lhe fazia bater o coração mais depressa. "Não lhe dizia que a amava, claro, porque naquele tempo não era como agora. Não teria ousado tocar-lhe, era como uma santa. Foi esse rosto que me ficou e quando tive que fazer a Anita foi esse rosto que me veio. Queria que fosse uma rapariga gentil e calorosa, que respeitasse os outros. Parecia-me o rosto que melhor representava isso", conta Marlier. Mudanças, mas poucas Durante todos estes anos, Anita - ou Martinka, ou Lilli, ou Martita ou Mariona, conforme os países - aprendeu a nadar, andou na escola de vela, foi ao jardim zoológico, perdeu o cão, passou férias com os avós, foi baby-sitter, esteve doente, aprendeu culinária, ballet, desenho, ajudou a mãe. Marlier, e Gibert Delahaye, criador original da personagem e autor dos textos até à sua morte, em 1997 (hoje é Jean-Louis Marlier, filho do ilustrador, que escreve os textos), chegaram a ser criticados por álbuns como Anita na Cozinha. "Diziam que estávamos a defender que as mulheres deviam ficar em casa", recorda Marlier. Mas, ao mesmo tempo, ela aprende coisas como vela ou equitação, e parece fazer sempre tudo bem. Marlier fez algumas cedências à evolução dos tempos. Os vestidos muito curtos e lenços na cabeça de um primeiro álbum como Anita na Quinta (1954) foram substituídos por roupas mais modernas. Mas o desenhador acredita que, na essência, as crianças não mudaram, apesar do ambiente em redor. "Infelizmente, hoje deixam-se influenciar muito pela televisão e querem coisas absurdas, como calças de ganga já gastas ou rasgadas. Nas emissões de variedades, as raparigas são todas iguais, com cabelos iguais, aplaudem todas ao mesmo tempo, isso irrita-me porque é tudo formatado." No entanto, "há no homem uma certa gentileza e simpatia em relação aos outros" e é isso que cria a empatia com o universo da Anita, acredita Marlier. Ao princípio era apenas uma personagem como outras, mais um álbum para ilustrar. O êxito só aconteceu ao fim de dois ou três álbuns, e Marlier demorou a aperceber-se da dimensão do fenómeno. Mas lembra-se que uma das primeiras cartas que recebeu foi de uma portuguesa, a elogiar a "perfeição quase divina" do seu traço. Ficou-lhe na memória, tal como outra carta, muito mais recente, de uma menina que escreveu à Anita: "Tenho uma doença de pele, ninguém gosta de mim, mas tu és minha amiga e estás sempre comigo." Inspirado pela própria família - primeiro os filhos, agora os netos - Marlier não planeia introduzir problemas na vida de Anita. "Pedem-me muitas vezes para que os pais dela se divorciem. Mas eu sou casado há mais de 50 anos com a minha mulher e continuamos a dar-nos bem. Fomos sempre uma família unida. Nunca houve com os meus filhos conflitos de gerações, nem na adolescência. Não tenho vontade de fazer divorciar os pais da Anita. Não é o nosso mundo." Também não é provável que a Anita passe dos sete, no máximo oito anos. "Não conheço o mundo das jovens, até porque com a televisão, a moda, e tudo isso as jovens correm o risco de se tornarem artificiais. Não me aventuro nesse mundo, deixo isso para outros." O novo álbum, que acaba de ser lançado em Portugal, chama-se Anita e os Fantasmas. E até ao dia 15 está no Centro Comercial Colombo uma exposição sobre os 50 anos da personagem. A Anita não mudou - e não mudará."
11.10.2006 - in jornal publico
Enfim, coisas da vida ...