segunda-feira, janeiro 30, 2006

Jesuíta Juan Masiá destituído da cátedra da Universidade de Comillas

Uma informação da revista espanhola "Vida Nueva" que não vi referenciada nos media portugueses:

"Vida Nueva, Nº 504, 28/01/06.
- Las presiones ejercidas por una parte de la jerarquía eclesiástica estarían detrás del cese del jesuita Juan Masiá Clavel como director de la Cátedra de Bioética de la Universidad Pontificia Comillas de Madrid la pasada semana.La destitución le fue notificada por el rector, José Ramón Busto Saiz, tras mantener conversaciones con el propio Masiá y con el Provincial de Castilla y Vice Gran Canciller de la universidad jesuita, según ha sabido ?Vida Nueva?.El jesuita murciano, que este mes de marzo cumplirá 65 años, también dejará completamente de desarrollar su labor docente en Comillas al finalizar el presente curso académico. Su sustituto al frente de la Cátedra podría darse a conocer el 15 de febrero.Juan Masiá, que ocupaba la dirección desde febrero de 2004, rechazó la posibilidad planteada por sus superiores de flexibilizar sus opiniones, orales y escritas, sobre cuestiones bioéticas y de renunciar a divulgarlas a través de los medios de comunicación, lo que ha precipitado su cese.Aunque las presiones a la Compañía de Jesús a propósito de los escritos de Masiá se remontan a hace más de un año, habrían arreciado tras la reciente publicación del libro Tertulias de Bioética (ver Vida Nueva, nº (ver Vida Nueva, nº 2.500, p. 44), en donde aborda, con un tono coloquial y desenfadado, las consecuencias bioéticas que para la vida y la sexualidad se derivan de la evolución social y de la fe.Previendo la polémica que este escrito podría suscitar, el religioso hacía constar en esas páginas que ?por fidelidad a la Iglesia, por sentirnos Iglesia y sentirnos en la Iglesia, nos vemos obligados, no sólo a sentir con la Iglesia sino, en algunas ocasiones, a disentir en la Iglesia, a disentir razonable y responsablemente dentro de la Iglesia?.La Cátedra de Bioética, creada en 1987, y de la que fue buque insignia hasta su muerte el también jesuita Javier Gafo, tiene, entre sus principales objetivos, ?contribuir a iluminar los dilemas morales suscitados por los espectaculares avances de las ciencias biomédicas?.José Lorenzo "

Enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Isto sim, é um teólogo!



"Quando chegar o dia de me apresentar diante do Senhor, não irei com as minhas obras, com os volumes da minha "Dogmáticas" nas costas. Todos os anjos ali iriam rir. Também não direi: "Eu fiz bem; tive bom ânimo". Não!
Eu direi apenas uma coisa: "Senhor tenha misericórdia de mim, um pobre pecador!"
Karl Barth.

enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Falta de ar ?

"Certo dia, um jornalista perguntou ao intelectual francês Marcel Légault, täo profundo como crítico na sua reflexäo sobre o cristianismo, se ele, afinal, estava dentro ou fora da Igreja. "Nem uma coisa nem outra"- terá ele respondido - "Estou à porta". Surpreendido e desconcertado, o jornalista insistiu: "À porta?! Porquê?" E Légault esclareceu: "Para poder respirar..."
Lembro-me sempre deste episódio quando ouço algumas pessoas falarem sobre o desencanto que sentem por näo conseguirem encontrar na Igreja o espaço de liberdade e de realizaçäo que desejam.
Esta dificuldade em "respirar" acaba por afastar, desiludidos, muitos daqueles que, em certo momento, foram seduzidos pelo Cristo da humanidade plena. E säo tantos..."

retirado do blog http://noadro.blogspot.com/

Então pergunto eu: porque é que a Igreja não abre as suas portas e janelas para que dessa maneira ocorra uma forte corrente de ar e de novo toda a gente possa respirar um ar fresco, saudável e que traz uma paz de espírito aqueles(as) que o respiram?
Porque é que o "livrinho" escrito no Concílio Vaticano II, continua guardado nas gavetas das Igrejas e nas gavetas dos cristãos a apanhar mofo e um cheiro a velho e desactualizado?
Não será esse "livrinho" um purificador de ar e que tem o condão de abrir as portas e janelas da Igreja?

Infelizmente, continuamos a assistir impávidos e serenos a pessoas responsáveis que lutam para que as suas "capelinhas", herméticamente fechadas continuem arrumadinhas e direitinhas sem se aborrecerem muito e claro, assim não dão muito trabalho.
É só fazer aquilo que à anos fazem, "mais do mesmo".
Quando Cristo veio precisamente para revolucionar e mexer com o "status quo" instalado na sociedade e desinstalar-nos obrigando-nos a agir e a sermos semente de esperança, humildade, paz e acima de tudo AMOR.

Enfim, coisas da vida ...