sábado, dezembro 30, 2006

Fim de Ano Triste

Estranhamente à época festiva em que nos encontramos, andei mal disposto durante todo este dia para tentar digerir uma notícia que me acordou nesta manhã chuvosa de sábado, 30 de Dezembro de 2006, véspera de "revellion".
Perguntam-se os meus prezados leitores, qual terá sido? Pois, com a quantidade de factos noticiosos que surgem em catadupa durante um noticiário, poderia ser quase qualquer notícia. Mas não, foi uma daquelas com que se abrem os noticiários, foi exactamente essa, a morte por enforcamento do ex-líder Iraquiano, Saddam Hussein. Sinceramente o meu coração ficou mais apertado, mais triste e muito, mas muito mais dorido. Podem perguntar-se porquê. Porque é que fiquei assim, dado que até morreu um dos maiores sanguinários do mundo, um dos maiores ditadores, um homem sem sentimentos? Porque penso ninguém tem o direito de tirar a vida a outro, independentemente das razões que possam existir serem muito fortes e graves. Não se corrige um erro cometendo outro erro. Porque em pleno século XXI já não deveria existir a pena de morte, uma acção que considero ser de uma brutalidade, de uma barbaridade e de uma injustiça plena.
Por mais estranho que possa parecer, acontece precisamente num dia em que no Iraque era feriado nacional, precisamente um dia santo para os muçulmanos. Dia em que celebram o Eid al-Adha, festa do sacrifício. Festa esta que coincide com o final da peregrinação anual à cidade sagrada saudita de Meca, que tem inicio 3 dias antes e onde os muçulmanos se apresentam com o importantíssimo e rico grito “Labbayk Allahumma Labbayk” ("Aqui estou, Senhor!"). Durante este tempo dedicam-se dia e noite à meditação, oração e recolhimento dando as famosas sete voltas ao redor da Caaba, um monumento cúbico construído por Abraão, segundo a tradição islâmica. Monumento este que tradicionalmente os muçulmanos de todo o mundo dirigem as suas cinco preces diárias.
Então esta festa do sacrifício, representa precisamente o sacrifício de Abraão, que obedeceu integralmente à vontade de Deus e ofereceu o seu filho próprio filho a Deus.
Mas voltando ao assunto e deixando um pouco de história para trás, considero que foi precisamente este grito que Saddam proferiu no seu mais intimo “Labbayk Allahumma Labbayk” – “aqui estou, Senhor”! Em Ti e a Ti entrego tudo o que tenho, tudo o que fiz e tudo aquilo que fui, só Tu me podes e deves julgar e só Tu és o Senhor.
Com o decorrer do dia, ao ir “meditando” no assunto tive que parar um pouco e pedir perdão a Deus em meu nome e em nome da humanidade por ter sido cometido mais um facto tão grave e que atenta à Sua lei. Como é possível num mundo onde temos tecnologia do mais alto nível, onde estamos tão avançados em termos científicos estarmos tão atrasados ao nível dos valores éticos e morais. Sendo que o respeito pela vida humana, é o primordial e o mais básico que possa existir!
Concluindo, não posso deixar de repudiar tais actos bárbaros e típicos de épocas medievais e sentir-me envergonhado por fazer parte deste mundo, tão cruel e tão pouco humano.
Já agora, um Feliz Ano de 2007.
Enfim, coisas da vida…

quinta-feira, dezembro 14, 2006

www.lancaiasredes.org

Finalmente, o portal porque todos aguardavam ...

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terça-feira, dezembro 12, 2006

HÁ SEMPRE ALGO DE POSITIVO NESTA VIDA

Se o meu filho muitas vezes não limpa o quarto e está a ver televisão, é porque está em casa.
Se há desordem depois de uma festa, é porque estivemos rodeados de familiares e amigos.
Se há roupas que me estão apertadas, é porque tenho mais do que o suficiente para comer.
Se tenho trabalho a limpar a casa, é porque a tenho.
Se oiço queixas acerca do governo, é porque tenho liberdade de expressão.
Se não encontro estacionamento, é porque tenho carro.
Se me incomodam os gritos das crianças, é porque posso ouvir.
Se sinto cansaço no final do dia, é porque posso trabalhar.
Se o despertador me acorda todas as manhãs, é porque estou vivo.

QUANDO PENSARES QUE A VIDA TE CORRE MAL LÊ OUTRA VEZ ESTA MENSAGEM.
"
retirado do blog: theosfera

Este é claramente o meu grande "lema" de vida. Olhar as coisas sempre pelo lado positivo.
Como eu luto com as minhas forças todas, para que as pessoas que estão à minha volta olhem para a vida assim desta maneira, pelo seu lado positivo!
Não será este um dos grandes segredos da felicidade? Podemos ser cristãos, sem sermos "positivos" ?
Penso sinceramente que sim !

Enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, novembro 24, 2006

FORUM :: UniverSal - 6 Dez. 2006


Divulgo aqui também iniciativas, válidas, interessantes e com vida !
No CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura) de Aveiro, debate-se e conversa-se sempre todos os meses, com temas bastante, provocadores e com sentido crítico.
Este próximo encontro, será no dia 6 de Dezembro, pelas 21h.
TEMA: "O despertar da identidade lusófuna"
c/ Paulo Borges, presidente da Associação Agostinho da Silva
moderado por António Jorge, jornalista

A não perder !



RECOMENDO: Lavrar o Mar


Caros amigos(as) "virtuais",
num destes dias por mero acaso estava a ouvir a televisão, e a minha atenção parou por uns instantes numa entrevista que estava a ser transmitida, com o autor do livro a que faço referência, Dr. Daniel Sampaio, precisamente a temática em debate era a do seu novo livro "Lavrar o mar".
De seguida transcrevo algumas frases "soltas" que retirei. Acho que são de um enorme valor e podem e devem ser alvo de um debate profundo na nossa sociedade, nomeadamente na Igreja que se debruça muito especialmente sobre a problemática familiar.
Comecei à pouco tempo a leitura deste livro, quando acabar de o lêr, depois darei a minha opinião mais fundamentada.
Aqui ficam então algumas afirmações relevantes e bastante interpeladoras:
Começou por afirmar o seguinte:
Menos pedagogia e mais educação, e eu contribuí um pouco para essa teoría "contrária" ao que agora defendo.

Falando acerca da oferta de PRESENTES:
Um filho quando passa de ano não deve receber nenhum presente, dado que não faz mais do que a obrigação dele. Não dar presentes em excesso é essencial. O filho tem de sentir a falta de que nem tudo aquilo que pretende tem.

Falando acerca da oferta de CASTIGOS:
Os castigos nunca devem ser físicos, mas sim retirar algum previlégio que o filho goze e disfrute. Sempre aplicado na hora e não do género "para a próxima vez é que vai ser ...".
A situação de castigo deve ser perceptível pelos filhos, ou seja, explicando o porquê de não o deixar vêr tv, playstation, computador, etc.
Nunca se deve afirmar que tu és mau, etc.
Porque eles necessitam do amor dos pais, nunca se deve rebaixar os filhos.

Falando acerca da oferta de PSICOLOGOS:
Levar os filhos ao psicólogo / psiquiatra é claramente estar a empobrecer os pais.
Estes espaços devem ser somente reservados para pessoas efectivamente doentes, situações essas que são raríssimas.
Ao mínimo conflito / problema / entrave levar o filho ao psicólogo é muito mau, os pais não se podem demitir da sua função educadora.
Na grande maioria dos casos os pais são capazes de resolver os problemas, a família (pais e avós) são a base da resolução de todos os problemas.
A família é o centro de tudo e é fundamental.

Falando acerca da oferta de PAPEL DOS PAIS:
Os pais actualmente são muito inseguros da maneira como desenvolvem a sua educação.
Os pais antes de dar presentes, devem é dar "miminhos" isso sim é fundamental.
Não há pais perfeitos, atenção!
Não há receitas, todos os pais erram e é necessário perceber que os erros são corrigíveis.
As regras da casa devem ser sempre mantidas, nunca devem existir excepções, porque só vão criar situações excepcionais.
* in SIC - programa "Fátima Lopes" do dia 17 de Outubro de 2006 (11h50m)
enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Mais uma de Frei Bento Domingues

As religiões precisam de um vendaval, de um abalo sísmico, que as sacuda até às raízes, para não se perderem em dogmas, normas, representações e ritos e para se tornarem um apelo à escuta de Deus no mistério do mundo, ao discernimento do que serve e do que estraga a nossa Terra e a nossa vida. - in Jornal Publico de 20/11/06

Normalmente leio com muita atenção aquilo que Frei Bento Domingues escreve, mesmo que por vezes não concorde com alguns dos seus pontos de vista, reconheço no entanto que ele é um dos bons pensadores cristãos da actualidade a escrever em Português, e que tem um enorme sentido crítico, acutilância e um elevado sentido de olhar o mundo à luz do Evangelho. Posso mesmo afirmar que é dos poucos que exerce em pleno a liberdade, coisa com que poucos se podem vangloriar, dado que existem certas áreas "sensíveis" que os "pensadores oficiais" fogem.No entanto, no artigo de ontem li-o com atenção e é dos poucos em que concordo plenamente com aquilo que ele escreve, principalmente o último parágrafo que acima transcrevo, é de uma riqueza, de um grito de alerta e de um forte apelo à conversão às raízes de cada religião.


Penso que todos nós deveriamos ter este parágrafo transcrito nas nossas mentes!

Enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, novembro 03, 2006

Mais um passo neste blog

A partir de hoje, terei sempre que técnicamente assim o for possível, o programa de rádio emitido na terra nova (105 FM) aos domingos pelas 21h, da responsabilidade da minha paróquia (paróquia da Glória - Sé).
Para já só posso anunciar esta novidade, mas espero que, dentre em breve possa anunciar um grande passo nos caminhos da Nova Evangelização ...

Enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, novembro 02, 2006

Como somos antes de nascer?


"Vida no Ventre" um documentário da National Geographic

Sigam o link que aqui disponibilizo o princípio da vida !

Visitem esta página antes de irem votar no referendo, divulguem !

enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, outubro 30, 2006

Uma questão pertinente

Gostaria de perguntar aos defensores do "SIM" no próximo referendo sobre a liberalização do aborto:

- O que é que acontecerá, caso o sim vença, a uma mulher que à 11ª semana de gestação faça um aborto? ou à 13ª, 14ª ...


enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, outubro 26, 2006

Sou mesmo contra o aborto

Enquanto me falta inspiração e a vontade de escrever sobre o tema não aparece, vou aqui colocando ideias de outras pessoas, que tão bem exprimem o meu pensamento.

"Um casal bonito. Por dentro e por fora. Há muito tentavam descobrir no seu seio a criança, para a família ficar completa. As tentativas eram mais que muitas. Naturais. Acompanhamento médico. Terapias. Medicação. Insemi-nação. Quando parecia que Deus estava a ceder ao seu pedido, ao seu desejo, tudo se desmorona. Já era difícil engravidar. Muito dinheiro empatado naquilo que achavam ser o mais importante das suas vidas e da sua partilha. Agora a dificuldade mantinha-se. Já não era só difícil engravidar. Tornara-se difícil não abortar. Estávamos a conversar da sua ansiedade. Que deviam esforçar-se, mas com serenidade. Que acima de tudo o mais importante era o amor que sentiam um pelo outro. Que não deviam deixar que a situação afectasse isso. Que deviam viver a vida e não deixar que ela os vivesse. Que havia sempre algumas alternativas. Curioso, pois tínhamos acabado de assistir a um programa sobre adopções de crianças com deficiência. Eram altas horas da madrugada. Mas a conversa mantinha-se oportuna e interessada. Às tantas ela surge com este desabafo. Andam aí a lutar para que o aborto seja legalizado. Andam aí tantas mães a abortar porque os não querem. E quem os quer, sofre porque os não consegue. Curioso como não falou da intervenção divina. Nem eu. Já encontrei pais bem felizes com as adopções que fizeram. Continuou. É injusta esta sociedade. Eu sou contra o aborto. Sou-o sobretudo porque acho que é uma perda quando há tanta gente que gostaria de encontrar a felicidade nos filhos que não consegue dar à luz e há quem os destrua com o argumento egoísta da felicidade. A conversa não ficou por ali. Mas o assunto sim."
retirado do blog confessionario

enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sobre o aborto

Enquanto não consigo arranjar vontade para escrever um pouco sobre o "NÃO" no referendo agora proposto, criei um novo item no menu lateral somente com páginas sobre o aborto.

Esta minha falta de vontade sobre escrever o que penso, prende-se tão pura e simplesmente porque este assunto já me mete "nojo", deixem passar a expressão. Como é que as pessoas podem ser tão hipócritas e arranjar razões legais para se poderem matar vidas humanas?
Enfim, este assunto é do mais desumano que pode existir na sociedade contemporânea, e só demonstra o atraso tecnológico que o país atravessa, e não é tecnológico em termos de tecnologia científica, mas sim tecnológico em termos de mentalidade e valores da vida.

Mas, sinceramente espero encontrar vontade para debater um pouco mais sobre este tema tão valioso e vital para a sociedade.

Enfim, coisas da vida ...

terça-feira, outubro 17, 2006

O PADRE E OS ESPANHÓIS

Um texto para descontraír, divirtam-se e sejam felizes.

Numa povoação pequena, mesmo junto à fronteira entre Portugal e Espanha, a Igreja está cheia para a missa das 10h00: portugueses, espanhóis, o presidenteda junta, etc.
O padre começa o sermão:- "Irmãos estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus... Aquele povo desgraçado como esses espanhóis que estão aqui...
"Ohhhhhhh !!!! O maior tumulto tomou conta da igreja.
Os espanhóis ofenderam o padre, houve porrada na porta da igreja.
O presidente da juntal levou as mãos à cabeça, indignado. Acabada a confusão, o presidente da junta foi falar com o padre na sacristia:
- "Sr. Padre, vá devagar, os espanhóis vêm para este lado, gastam nas lojas,nos restaurantes, trazem divisas para Portugal. Não faça mais provocações."
Durante a semana a conversa entre todos era a mesma: o padre e o sermão doDomingo. Aquele zum-zum-zum todo foi fazendo com que as pessoas ficassem curiosas e a querer saber mais sobre o que tinha acontecido. Finalmente, chega o domingo.
O presidente da junta chega à sacristia e fala com o padre:
-" Padre, o senhor lembra-se da nossa conversa, não? Por favor, não arranje nenhum problema hoje, ok?"
Vem a missa e o padre começa o sermão: "- Irmãos... Estamos aqui reunidos, hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia:Maria Madalena. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas espanholas que estão aqui..."
Caldeirada geral: pancadaria na igreja, partiram velas nos corredores, chapadas, socos e alguns internamentos no SAP da povoação.
O presidente da junta foi novamente ter com o padre:

- "Padre, o senhor não me disse que iria com mais calma?... se o senhor não amansar, vou escrever uma carta ao Bispo e pedir a sua retiradaimediata."
Naquela semana, o tumulto era maior ainda. As conversas eram maiores ainda.Ninguém iria perder a missa do próximo domingo nem que a vaca tossisse. Na manhã deDomingo, o presidente da junta entra na sacristia com a polícia e adverte o padre: "
-Sr. Padre, não provoque desta vez, senão acuso-o de provocação de tumulto e vai dentro!!"
A igreja estava a abarrotar. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. Começa o sermão :- " Irmãos... Estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Cristo: a Santa Ceia"
(O presidente da junta respirou aliviado...)
- "Jesus, naquele momento, disse aos apóstolos :
«Esta noite, um de vocês me trairá.»
Então João pergunta:
'Mestre, sou eu?' e Jesus responde:
'Não, João, não serás tu."
Pedro pergunta: 'Mestre, sou eu?' e Cristo responde:
'Não, Pedro, não serás tu."
Então Judas pergunta: 'Maestro, soy Yo?...'


A PORRADA FOI GERAL !!!!!

enfim, coisas da vida ...

quarta-feira, outubro 11, 2006

O MUNDO PERFEITO DO "PAI" DA ANITA

É bonito mesmo nos dias de hoje existirem vozes contra a corrente aparentemente natural do "tudo vale". Obviamente que me refiro ao destaque dado por mim ao artigo que transcrevo, da suposta pretensão de uns iluminados de quererem que até a Anita seja filha de pais divorciados, mas a resposta do autor é clara e muito natural: - "como é possível se eu sou casado à mais de 50 anos e continuamos a dar-nos bem", são exemplos destes que a sociedade actual necessita, que nem tudo vai mal e que acima de tudo a família é um bem necessário, insubstituível e que existem pessoas felizes casadas à mais de 50 anos. Por muito que pretendam uniformizar os "novos tipos de família", que existem e não podem ser rejeitados nem olhados de lado, a família natural é a de pai, mãe e filhos.
Porque se cada vez mais conseguirmos "formatar" as mentalidades das crianças em particular e da sociedade em geral para o divórcio, promiscuidade, etc. onde é que iremos parar ? que sociedade estaremos a construir? baseada em que modelos, valores, ideias? - do tudo vale?

Será que a familia ainda é a "célula básica da sociedade"?
Sinceramente espero que sim e rezo a Deus para que isso assim continue.



"É um dos grandes clássicos da literatura infantil: a colecção da Anita vendeu mais de 80 milhões de livros em todo o mundo e está traduzida em dezenas de línguas. O seu desenhador, Marcel Marlier, veio a Portugal celebrar os 50 anos da sua menina exemplar. Por Alexandra Prado Coelho

Passaram-se já 52 anos desde que Marcel Marlier desenhou pela primeira vez a Anita - ele, que é belga, chama-lhe Martine. Em 50 anos muita coisa mudou: houve países que nasceram, outros que desapareceram, o Muro de Berlim caiu, o comunismo acabou, a televisão tornou-se um objecto banal, apareceu a Internet, surgiu a União Europeia, os islamistas radicais atacaram os EUA. Enfim, muito mudou. Mas a Anita? Atravessou as décadas, com o seu cão Pantufa, o seu irmão, os amigos, um universo feliz e perfeito. E vendeu milhões - mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, e mais de 12 milhões só em Portugal. A verdade é que pequenas coisas mudaram nela, o corte de cabelo, às vezes os traços do rosto (sobretudo se compararmos com os primeiros álbuns), a idade, que pode oscilar entre os cinco e os sete anos, mas na essência, Anita continua a ser "uma criança que é gentil, que tenta fazer as coisas bem", tal como Marlier a imaginou há 50 anos. E continua a ter o rosto da menina que trabalhava na loja do outro lado da rua quando o desenhador tinha dez ou 12 anos, e que lhe fazia bater o coração mais depressa. "Não lhe dizia que a amava, claro, porque naquele tempo não era como agora. Não teria ousado tocar-lhe, era como uma santa. Foi esse rosto que me ficou e quando tive que fazer a Anita foi esse rosto que me veio. Queria que fosse uma rapariga gentil e calorosa, que respeitasse os outros. Parecia-me o rosto que melhor representava isso", conta Marlier. Mudanças, mas poucas Durante todos estes anos, Anita - ou Martinka, ou Lilli, ou Martita ou Mariona, conforme os países - aprendeu a nadar, andou na escola de vela, foi ao jardim zoológico, perdeu o cão, passou férias com os avós, foi baby-sitter, esteve doente, aprendeu culinária, ballet, desenho, ajudou a mãe. Marlier, e Gibert Delahaye, criador original da personagem e autor dos textos até à sua morte, em 1997 (hoje é Jean-Louis Marlier, filho do ilustrador, que escreve os textos), chegaram a ser criticados por álbuns como Anita na Cozinha. "Diziam que estávamos a defender que as mulheres deviam ficar em casa", recorda Marlier. Mas, ao mesmo tempo, ela aprende coisas como vela ou equitação, e parece fazer sempre tudo bem. Marlier fez algumas cedências à evolução dos tempos. Os vestidos muito curtos e lenços na cabeça de um primeiro álbum como Anita na Quinta (1954) foram substituídos por roupas mais modernas. Mas o desenhador acredita que, na essência, as crianças não mudaram, apesar do ambiente em redor. "Infelizmente, hoje deixam-se influenciar muito pela televisão e querem coisas absurdas, como calças de ganga já gastas ou rasgadas. Nas emissões de variedades, as raparigas são todas iguais, com cabelos iguais, aplaudem todas ao mesmo tempo, isso irrita-me porque é tudo formatado." No entanto, "há no homem uma certa gentileza e simpatia em relação aos outros" e é isso que cria a empatia com o universo da Anita, acredita Marlier. Ao princípio era apenas uma personagem como outras, mais um álbum para ilustrar. O êxito só aconteceu ao fim de dois ou três álbuns, e Marlier demorou a aperceber-se da dimensão do fenómeno. Mas lembra-se que uma das primeiras cartas que recebeu foi de uma portuguesa, a elogiar a "perfeição quase divina" do seu traço. Ficou-lhe na memória, tal como outra carta, muito mais recente, de uma menina que escreveu à Anita: "Tenho uma doença de pele, ninguém gosta de mim, mas tu és minha amiga e estás sempre comigo." Inspirado pela própria família - primeiro os filhos, agora os netos - Marlier não planeia introduzir problemas na vida de Anita. "Pedem-me muitas vezes para que os pais dela se divorciem. Mas eu sou casado há mais de 50 anos com a minha mulher e continuamos a dar-nos bem. Fomos sempre uma família unida. Nunca houve com os meus filhos conflitos de gerações, nem na adolescência. Não tenho vontade de fazer divorciar os pais da Anita. Não é o nosso mundo." Também não é provável que a Anita passe dos sete, no máximo oito anos. "Não conheço o mundo das jovens, até porque com a televisão, a moda, e tudo isso as jovens correm o risco de se tornarem artificiais. Não me aventuro nesse mundo, deixo isso para outros." O novo álbum, que acaba de ser lançado em Portugal, chama-se Anita e os Fantasmas. E até ao dia 15 está no Centro Comercial Colombo uma exposição sobre os 50 anos da personagem. A Anita não mudou - e não mudará."
11.10.2006 - in jornal publico
Enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, setembro 29, 2006

O "aborrecimento metafísico"

Amigos, na realidade sempre admirei os artigos da Srª. Esther Mucznik, mas sinceramente este está fabuloso e com uma excelente reflexão sociológica e religiosa, acertou na "mouche".
Para lêr e reflectir sobre o papel da religião na sociedade contemporânea para todos nós. É muito na continuação da tão falada aula de Bento XVI em Ratisbona.

No Ocidente europeu a religião tem má fama. Com a condescendência própria de quem já ultrapassou essa fase de obscurantismo, rimo-nos dos americanos que continuam a afirmar que "in God we trust", não entendemos os polacos que continuam - por enquanto - a encher as igrejas, olhamos com um misto de espanto e desprezo para os que em Portugal, França ou Itália continuam, apesar de tudo, a procurar a religião. O que os move?, é a pergunta que inevitavelmente aflora à nossa mente racional e racionalista.
Qual a razão deste desprestigiar da religião? Terá a ver com a separação entre o poder político e o poder religioso, com a autonomização da sociedade em relação à religião e progressiva secularização da mesma, iniciadas no tempo do Renascimento e das reformas protestantes e que conheceu na época das Luzes um momento decisivo? Estará a perda de prestígio da religião relacionada com a perda de poder político? Ou na incapacidade das instituições religiosas em se adaptarem a esta nova situação?
Uma das consequências da modernidade consistiu na passagem de um mundo, cujo fundamento social era a religião, a um outro no qual a sociedade passa a encontrar nela própria o seu fundamento, admitindo apenas como seu soberano os seus próprios representantes. O que Max Weber denominou de "desencantamento do mundo" não foi apenas uma simples separação institucional entre o religioso e o político, mas sim o processo através do qual a racionalidade foi conquistando progressivamente todas as esferas da vida: as crenças passam a ser consideradas ilusões, proclama-se a liberdade individual contra o dogmatismo e contra "a autoridade do eterno ontem". No mundo moderno, a religião deixou de orientar a existência colectiva, tornou-se uma opção individual entre outras.
A ideia positivista de que está ao alcance do homem e da ciência compreender, controlar e manipular os fenómenos naturais para melhorar a condição humana, conjugada com o materialismo marxista para quem a história se faz basicamente pela economia e pela política - subalternizando a cultura e a espiritualidade -, assim como a convicção radical nascida em França, em 1789, de que "revolução" significa ruptura com o passado, tudo isso levou ao surgimento do que se pode chamar um humanismo secular, substituindo-se às religiões. "O homem europeu", diz o teólogo católico George Weigel, "convenceu-se de que para ser moderno e livre tem de ser radicalmente secular." Tem de relegar para o museu das velharias a fé religiosa, assimilada a tudo o que é antiquado, bafiento, retrógrado e castrador da criatividade humana. Nomeadamente procurou apagar os fundamentos judaico-cristãos da civilização europeia, ajudando deliberadamente a esquecer a sua própria história - o debate a propósito do preâmbulo da Constituição Europeia é disso um exemplo esclarecedor.
Se olharmos os manuais escolares - que são sempre um barómetro da ideologia dominante numa determinada sociedade - apercebemo-nos desta realidade. Em Portugal, e creio que não será muito diferente noutros países europeus, eles praticamente omitem o papel das religiões. Nos anos decisivos da formação do adolescente - dos 11 aos 15/16 anos - não há nos manuais de Língua Portuguesa, de História e de Formação Cívica nenhuma introdução séria ao fenómeno religioso, mesmo da religião cristã, onde as poucas explicações pecam pelo simplismo e falta de rigor. O islão surge sob a forma simpática de lendas que alimentam a mitologia, nomeadamente de amores impossíveis entre cristãos e mouros e de relatos de bravura e honradez nos combates pela Reconquista. Ou então sob a forma de folclóricas encenações de casamentos árabes... Quanto ao judaísmo, é o que sai mais maltratado, em primeiro lugar pela ausência: nos manuais escolares, a religião judaica simplesmente não existe, nem como religião, nem como presença histórica, restam apenas os preconceitos, esses sim amplamente veiculados, e uns vagos textos alusivos ao Holocausto. E inevitavelmente, o relacionamento promíscuo com o conflito israelo-palestiniano. De uma forma geral, a religião surge como marginal à história da humanidade, a não ser como causa de guerras e atrocidades, e é definitivamente relegada para as aulas de Religião e Moral.
Os manuais escolares são apenas um reflexo do que se passa ao nível da sociedade: a religião eclipsou-se do espaço público e sobretudo do debate público, tornando-se progressivamente numa questão apenas do foro privado e individual, amputada da sua dimensão histórica e colectiva. Ou seja, de um lado a sociedade, o homem, a história, a razão e o progresso; do outro a fé que, privada da sua seiva, se vai estiolando ou pervertendo. Se há algo no discurso recente do Papa Bento XVI que nos interpela, é a condenação dessa marginalidade a que a humanidade progressista ocidental confinou a religião, neutralizando-a e tornando-a "inofensiva", porque esvaziada do seu conteúdo vivo e interveniente. Com duas consequências: em primeiro lugar, o de dar espaço ao extremismo religioso, em reacção radical à secularização; em segundo, tornando mais difícil o diálogo inter-religioso, porque só uma sociedade que dá espaço ao fenómeno religioso é capaz de o travar.
O século XX desmentiu todas as perspectivas radicalmente optimistas de um mundo convencido da sua auto-suficiência: duas grandes guerras, o Holocausto, o Gulag, milhões de mortos ao serviço de ideologias seculares, abriram uma profunda crise civilizacional e moral da Europa contemporânea, tornando-a incapaz de se defender, de defender os seus valores e a sua história, incapaz sequer de assegurar a sua demografia. O humanismo secular está em crise e, à medida que vai perdendo o fôlego, é previsível que a religião ocupe um lugar de maior relevo na sociedade. A questão que se coloca é: que religião? Não haverá alternativa entre o fundamentalismo literal e rigorista e o secularismo racionalista? Não haverá alternativa entre a teocracia e o laicismo radical? Acredito que sim, embora, nos tempos que correm, não pareça fácil. Mas esse é, em minha opinião, o caminho e a reflexão que tem de ser feita pelos pensadores e dirigentes religiosos.
Não se trata obviamente de regressar ao mundo pré-moderno, nem de pôr em questão a separação Estado-religião. A separação de poderes é uma característica da civilização ocidental e a tensão dela decorrente é fonte fecunda de criatividade. Não se trata, pois, de misturar o que não deve ser misturado. Trata-se sim de reflectir sobre o espaço e o papel da religião na sociedade, na sua moralização e elevação espiritual individual e colectiva. Se há um facto inquestionável na condição humana, é que uma comunidade não pode sobreviver a uma existência sem sentido, num universo desprovido de significado. O racionalismo filosófico é incapaz de fornecer esse significado e muito menos um código moral. Mas, no mundo ocidental, o código ético herdado da tradição judaico-cristã tem vindo a atenuar-se e a tornar-se irrelevante: o resultado é a confusão moral, o relativismo e a impotência em defender os seus próprios princípios.
Demasiado arredada do mundo real, a religião deve, pelo contrário, participar no espaço público, não apenas como guardiã indispensável da tradição, mas também com uma intervenção intelectual e social, ética e espiritual adequada à realidade de hoje. Caso contrário não faltarão alternativas para ocupar o vazio provocado pelo que David Hart chama de "aborrecimento metafísico".
Investigadora de assuntos judaicos
Um artigo de Esther Mucznik – in Jornal Publico de 2006.09.29


Comentem !!!

Enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, setembro 28, 2006

Porque é que os cães não vivem tanto como as pessoas?

Vi esta história num blog de um colega e achei uma daquelas que considero ser uma "pedra preciosa", leiam, releiam e meditem.

Sou veterinário e, recentemente, fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês chamado Belker.
Os proprietários do animal, Ron, a sua mulher Lisa, e o filho Shane, eram todos muito ligados ao Belker e esperavam por um milagre.
Examinei o Belker e descobri que ele estava a morrer com cancro.
Eu disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e ofereci-me para proceder à eutanásia do velho cão lá mesmo em casa deles.
Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa disseram-me que estavam a pensar se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento.
Eles achavam que Shane poderia aprender algo com a experiência.

No dia seguinte, eu senti aquele familiar "aperto na garganta" enquanto a família do Belker o rodeava para o mimarem pela última vez.
Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão, que eu perguntei-me se ele entenderia o que se estava a passar.
Passados poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente.
O garotinho parecia estar a aceitar a transição de Belker sem muita dificuldade ou confusão.

Sentámo-nos todos juntos, um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste facto da vida dos animais ser mais curta que as dos seres humanos.
Shane, que tinha estado a escutar em silêncio disse:
"Eu sei porquê".
Abismados, voltámo-nos para ele. O que saiu da sua boca assombrou-me. Eu nunca ouvira uma explicação tão reconfortante.

Ele disse:-"As pessoas nascem para aprenderem a ter uma vida boa, a gostarem das outras pessoas e a serem bem comportadas, certo?" ...e o rapazinho de quatro anos continuou... "Bem, os cães já nascem a saber fazer isso, portanto não precisam de ficar cá tanto tempo como nós."

Enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Nota pessoal

Pessoalmente desejo as maiores fecilidades ao meu novo Bispo.
Que seja um farol para a nossa diocese em geral e em especial aos leigos ovelhas do seu rebanho, luzeiros do seu horizonte, pontos luminosos que procuram "a luz", e destaco aqueles barcos que andam à deriva neste mar por vezes tumultuoso da vida.
Que o D. António Francisco seja realmente o nosso farol.
Um bem haja e como sempre, tem aqui uma ovelha sempre pronta para ajudar o seu/nosso rebanho.

Para o meu anterior Bispo, D. António Marcelino, penso que já falei anteriormente sobre ele e é reconhecidamente pública a minha posição relativamente a tão especial Pastor.
Um homem fabuloso, um mestre da escrita e um pensador exímio.
Que continue a iluminar-nos com o seu pensamento!
E vamo-nos vendo por aí, D. António Marcelino, obrigado por tudo.

Rezo pelos dois, que o Espírito de Deus os abençõe com a sua infíma graça!

D. António Francisco dos Santos entra na diocese em 8 de Dezembro


Por solicitação da Nunciatura Apostólica em Portugal, a Agência ECCLESIA informa que o Papa Bento XVI nomeou como novo Bispo de Aveiro D. António Francisco dos Santos, até agora Bispo Auxiliar de Braga.
Bento XVI aceitou a renúncia do governo pastoral da Diocese de Aveiro, apresentada por D. António Marcelino, dado este ter completado o limite de 75 anos de idade (em conformidade com o cân. 401, parágrafo 1, do Código de Direito Canónico).
D. António Francisco dos Santos foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga por João Paulo II a 21 de Dezembro de 2004. Na Conferência Episcopal Portuguesa tem a responsabilidade de presidir à Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios.
O novo Bispo de Aveiro é natural da Freguesia e Paróquia de Tendais, Concelho de Cinfães, Diocese de Lamego. Nasceu a 29 de Agosto de 1948, filho de Ernesto Francisco (já falecido) e de D. Donzelina dos Santos.
Frequentou a Escola Primária de Tendais, Cinfães, de 1955 a 1959; ingressou no Seminário Menor Diocesano de Resende, em 1959 e concluiu o Curso Superior de Teologia no Seminário Maior de Lamego em 24 de Junho de 1971.
Foi ordenado Diácono em 22 de Agosto de 1971 e fez estágio Pastoral na Paróquia de S. João Baptista na Vila de S. João da Pesqueira.
O Arcebispo D. António de Castro Xavier Monteiro ordenou-o sacerdote na Catedral de Lamego, a 8 de Dezembro de 1972. Foi então nomeado coadjutor da Paróquia de S. João Baptista de Cinfães de 8 de Dezembro de 1972 até Junho de 1974.
Em Julho de 1974 foi enviado para Paris para continuar os estudos de Filosofia e Sociologia. Concluiu a Licenciatura de Filosofia na Faculdade de Filosofia do Instituto Católico de Paris, em 1977, e o Mestrado em Filosofia Contemporânea, na mesma Faculdade em 1979. Foi aluno da Escola Prática de Altos Estudos em Ciências Sociais e do Centro Nacional de Investigação Científica de Paris (C.N.R.S.), onde obteve o Diploma de Sociologia Religiosa.
Durante estes anos de estudos em Paris, foi membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de S. João Baptista de Neuilly-sur-Seine, assumindo a responsabilidade Pastoral da Comunidade Portuguesa Emigrante.
De volta a Portugal foi nomeado Professor e membro da Equipa Formadora do Seminário Maior de Lamego, desempenhando cumulativamente as funções de Secretário e Ecónomo do mesmo Seminário. Foi ainda membro do Conselho de Presbíteros e vice-Reitor do Seminário Maior de Lamego, de 1986 a 1991.
A 19 de Março de 1991 é investido como Cónego Capitular da Sé de Lamego. Em Setembro deste mesmo ano é nomeado delegado Episcopal para a Formação do Clero, Responsável da Pastoral Universitária da Cidade, Secretário Diocesano da Pastoral das Migrações e Membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave.
Da sua acção na Diocese de Lamego destacam-se ainda a passagem como Chefe de Redacção no Jornal Diocesano “Voz de Lamego”, de 1992 a 1998; a 13 de Abril é nomeado Vigário Episcopal do Clero; foi Pró-Vigário Geral da Diocese entre 20 de Janeiro de 1996 e 2 de Dezembro de 1998; presidiu ao Centro de Promoção Social Rural de Lamego e foi irector Espiritual Diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade.
A 19 de Março de 2000 é nomeado Pró-Vigário Geral da Diocese de Lamego; membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave; professor do Instituto Superior de Teologia do Núcleo Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa; conselheiro Espiritual das Equipas de Nossa Senhora; vice-Presidente da Associação de Ajuda Mútua do Clero de Lamego (Fraternidade Sacerdotal); e membro da Direcção da ASEL – Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Lamego;
A 21 de Dezembro de 2004 foi nomeado Bispo titular de Meinedo e Auxiliar da Arquidiocese de Braga, por João Paulo II. Foi ordenado Bispo, na Sé de Lamego, a 19 de Março de 2005.


in agencia ecclesia

foto: Correio do Vouga

sexta-feira, setembro 15, 2006

"Verdade Inconveniente"

Como estou com pouco tempo para a escrita devido a um "super-exame" que irei realizar para a semana, aqui fica a reprodução de um texto que vi num blog e que reproduz um pouco daquilo que também já tinha pensado em escrever devido à critica que já ouvi acerca do filme.
Espero sinceramente que daqui a uma semana já tenha tempo para escrever muito regularmente aqui, se isso acontecer é porque o exame correu bem :).

"Tive oportunidade de assitir ontem à ante-estreia do filme-documentário "Verdade Inconveniente", cuja projecção nos cinemas se iniciará amanhã. Aconselho vivamente que vejam esta obra e que a recomendem ao maior número de pessoas. Reproduzo o testemunho dado no local pelo Secretário de Estado do Ambiente, membro do Governo português encarregado de acompanhar a agenda das mudanças climáticas: "Já conhecia esta informação mas não tinha a noção da rapidez com que a situação evolui." É verdadeiramente assustador! Al Gore, o ex-Vice-Presidente e candidato presidencial norte-americano, autor e apresentador do documentário, confronta-nos com dados científicos incontestáveis e aponta para uma janela muito reduzida de intervenção - talvez menos de 10 anos - antes da sobrevivência da nossa civilização ser posta em causa."

Aqui fica uma amostra:

sábado, setembro 09, 2006

V Simpósio do Clero - 1º parte


Pois é meus caros, como deve ser do conhecimento de alguns, realizou-se nesta semana que agora acaba o “V Simpósio do Clero” Português, em Fátima. Vou tentar em 2/3 posts falar acerca de algumas coisas que por lá se debateram e reflectiram porque sinceramente considero este tipo de reuniões importantes demais para passarem em branco, como normalmente acontece.
Vou começar não pelo inicio como deveria ser natural e normal, mas por um parágrafo que achei deveras interessante o que foi redigido, aqui vai:

"No dia 6 de Setembro de 2006 o simpósio avaliou a realidade dos conselhos paroquiais e dos conselhos presbiterais. Foi notada a desilusão perante a situação presente dos mesmos, mas não deixaram de ser pensados na respectiva origem como organismos de comunhão e de corresponsabilidade, e não como sindicatos, montras, adereços, ou espaços para fazer funcionar ou obter uma maioria. São espaços de teste da própria comunhão eclesial. Foram apresentados casos particulares. Por eles foi salientada a necessidade da paciência, da boa preparação dos mesmos, da exigência de serem espaços intelectualmente habitáveis e eticamente responsáveis onde é possível a contínua negociação e onde a comunidade cristã é construída. Por isso, não são meros órgãos consultivos. São espaço privilegiado de concertação que não deve tanto fazer mas pensar a consciência crítica e o modelo morfológico da comunidade." in agencia ecclesia

Os Padres Inquietos questionam o porquê de se notar tanta desilusão. Eu também tenho de confessar que a primeira questão que me ocorreu foi precisamente essa, porquê tanta desilusão que o clero português registou? Outras mais se podem fazer, mas é precisamente nesta questão que poderemos reflectir um pouco.

Como é sabido a grande maioria dos católicos pouca ou nenhuma formação da área religiosa possui, já não falando claro de formação teológica mais básica. E para ajudar, pouco ou nada lêem acerca das temáticas relacionadas com as razões da sua fé. Preferem ler um bom “Código Da Vinci” a ter de ler um simples mas fabuloso “O Príncipe e a lavadeira” de Nuno Tovar de Lemos (Ed. Tenacitas). Já para não falar de quem são as pessoas que compõem os ditos conselhos paroquias? Salvo raras excepções (graças a Deus a minha paróquia é uma delas), a grande maioria dos conselhos paroquias é composta pela Ti Maria que limpa a Igreja, pela Dª Gertrudes que é catequista das criancinhas e ajuda o padre nas “coisas da igreja”, pelo Sr. Zé, o sacristão de serviço, reformado e já “cheio de missas”, etc. Isto claro, quando estes existem, pois pelo que me é dado a perceber por conversas que vou mantendo com colegas das mais variadas regiões do país, uma grande parte das paróquias do interior nem sequer conselho paroquial possuem.
Portanto é muito natural que os conselhos paroquiais pouco ou nada dêem de novo para as suas paroquias, ou porque a formação dos católicos é escassa ou porque a formação desses mesmos conselhos é feita por “quem quer vir a uma reunião na igreja?” ou ainda porque não existem, dado que só “serviam para me chatear” como já ouvi dizer que alguns Srs. Padres respondem.
Sinceramente acho que o clero (excluindo as honrosas excepções) não pretende pedir opinião acerca da vida das suas paróquias, é a lei do quero posso e mando. Mais uma vez ressalvo que a minha paróquia é uma excelente excepção, dado que até conselho permanente possui, coisa que quase nenhuma tem. E depois queixam-se assim em público que os conselhos paroquias são uma desilusão, não servem para nada, são perda de tempo, eles (leigos) não percebem nada disto do que é a Igreja, etc.
Pessoalmente acho os conselhos paroquias OBRIGATÓRIOS em todas as paróquias para que estas possam crescer devidamente e ordenadamente. Onde tem de haver espaço de reflexão, debate sobre todos os temas que interagem com a comunidade paroquial e devem ser constituídas reflexões que serão tidas em conta pela equipa sacerdotal, apesar de claro está, estas não terem um vínculo obrigatório, serem somente de aconselhamento. Duvido então que existam comunidades em que não exista conselho paroquial e me digam que funcionam bem, porque é precisamente neste espaço que todos possuem pela sua condição de baptizados o direito e o dever de contribuir para o crescimento da sua comunidade.
Concluindo, é preciso que o clero se convença que os leigos poderão ser uma enorme ajuda na construção de uma comunidade saudável e que como os discípulos de Emaús, caminhe ao lado do Mestre para a construção de um mundo melhor, onde todos tenham espaço e sejam felizes no encontro com Cristo vivo.

Enfim, coisas da vida …

terça-feira, setembro 05, 2006

As férias já foram

“O senhor António Fiúza [presidente do Gil Vicente] foi ouvido [na RTP 1] cerca de uma hora, o que é espantoso, porque um grande escritor português que publique a sua última obra nem sequer pode ter dez minutos para falar. Nem sequer um minuto.”

De Eduardo Prado Coelho, em “O Fio do Horizonte”, no “Público” de hoje 5/9/06

E não é que o Sr. Prado Coelho tem razão ? !!!

"ai Portugal, Portugal, de que é que tu estás à espera"?

Com o encerramento da chamada "silly season", voltamos de novo ao "maravilhoso mundo novo" ? antes fosse, voltamos isso sim ao maravilhoso mundo "normal" com tudo aquilo que nós damos e recebemos dele.
Voltei de férias, mas ... infelizmente continuo cansado, ou melhor, saturado é a palavra correcta.


Enfim, coisas da vida...

quarta-feira, agosto 09, 2006

Pensamento ridículo

"A religião é um insulto à dignidade humana. Com ou sem ela teríamos pessoas boas fazendo o bem e pessoas más fazendo o mal. Mas para pessoas boas fazerem coisas más é necessário a religião".
Steven Weinberg, prémio Nobel de Física.

O que acham deste frase proferida por um homem inteligente?
Vá lá, não tenham medo - digam de vossa justiça.

Já agora, em jeito de informação complementar:
Steven Weinberg (3 de Maio de 1933 - ) é um físico dos Estados Unidos da América. Recebeu em 1979 o Prêmio Nobel de Física pelo seu trabalho de unificação de duas forças fundamentais da natureza (o electromagnetismo e a força fraca, através da formulação da teoria da força electrofraca), em conjunto com os seus colegas Abdus Salam e Sheldon Glashow. Em 1991 foi agraciado com a National Medal of Science. Seu livro "Os três primeiros minutos" é um relato clássico do big-bang. É membro da Royal Society of London, da U.S. National Academy of Science, e recebeu numerosos títulos honorários, mais recentemente nas universidades de Columbia, Salamanca e Pádua.

Enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, agosto 07, 2006

3 euros ?

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, perguntou ao pai, quando chega a casa do trabalho:
- Quanto ganha o pai por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isso que perguntas nem a tua mãe sabe. Não me aborreças... estou cansado.
Mas o filho insiste:
- Mas, pai, por favor, diga-me quanto ganha por hora.
A reacção do pai foi menos severa e acabou por responder:
- Três euros por hora.
- Então poderia emprestar-me um euro?
O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então, é essa a arazão de quereres saber quanto eu ganho. Vai dormir e não me aborreças mais.
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia contecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse de comprar algo importante para ele.
Querendo descarregar a sua consciência dorida, foi até ao quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, estás a dormir?
- Não, pai - respondeu o garoto sonolento e choroso.
- Olha, aqui está o dinheiro que me pediste: um euro.
- Muito obrigado, pai! - disse o filho levantando-se e retirando mais dois euros de uma caixinha que estava junto da cama.
- Pai, agora já completei!... Tenho três euros! Poderia vender-me uma hora do seu tempo?

Por vezes coloco "coisas" no meu blog, apenas para que não me esqueça delas e porque sei que ficam memorizadas e eternizadas neste meu pequeno espaço. Neste caso para que nunca me esqueça de guardar tempo para o meu filhote e para a minha mulher. AMO-VOS MUITO !!!

Enfim, coisas da vida !

sexta-feira, agosto 04, 2006

Entrevista: “Não vejamos no outro um inimigo, mas sim um ser igual a nós”

Entrevistámos António Marcelino, Bispo de Aveiro, a propósito do lugar da igreja católica na sociedade actual. A importância do voluntariado como novo símbolo de prática cristã no mundo actual e a posição da igreja face a alguns assuntos que a sociedade denomina de dogmas, foram alguns dos assuntos abordados.

"Os pais, ainda que perturbados, querem o melhor para os seus filhos"
Moliceiro.com - A diocese de Aveiro tem muitos crentes?

António Marcelino (AM) - A prática religiosa tem sempre um índice que podermos apreciar. Há muita gente que tem prática religiosa de culto, mas muito menos que no passado, principalmente nas faixas etárias mais jovens. Contudo, a diocese de Aveiro tem uma prática religiosa habitual. É uma região do país de grande marca cristã. No baptismo atinge quase cem por cento. Na prática dominical anda à volta dos 30 por cento. O que é bom no conjunto do país. Há muitos fenómenos, que explicam esta diminuição. Hoje em dia há menos casamentos, mesmo civis. Há mais uniões de facto. O matrimónio requer um sentido de estabilidade, que advém das pessoas que o constituem, dos filhos que geram, do contexto em que vivem. Mas há vários índices positivos da prática da vida cristã. Actualmente há mais gente empenhada apostolicamente. Aumentou o número de voluntários ao serviço da igreja, em todos os aspectos. E isso é um dado religioso que muitas vezes as pessoas não se apercebem. O voluntariado é uma força que está na sociedade, por isso gosto de o sublinhar, porque comprova que a prática religiosa não é só ir à missa.
Moliceiro.com - Isso significa que, embora, as pessoas estejam afastadas das práticas religiosas, optam por dedicar o seu tempo a ajudar os outros?

AM - As pessoas que vão à missa também são voluntárias. Agora há outras pessoas voluntárias que não têm prática cultoal (de ir culto), mas que descobriram outra dimensão religiosa nas suas vidas que é fazer bem aos outros.
Moliceiro.com - Estas mudanças estão ligadas a um mundo actual?

AM - Nós podemos encontrar sempre muitas razões. Todas elas não sendo exclusivas, são complementares. É evidente que quando pensamos na ocupação da mulher com o horário profissional, temos que compreender muitos dos aspectos que antes eram habituais, como é o caso do culto religioso. Por outro lado, a sociedade actual é secularista, laicista, facilitadora. Tudo de passagem, nada definitivo. A acção religiosa é permanente na vida de pessoas coerentes e com motivações e é um problema para os mais novos, cada vez mais dispersos e com um maior leque de informação.
Moliceiro.com- Há, por isso menos crianças a seguir a catequese?

AM - Isso não. Os pais, ainda que perturbados, querem o melhor para os seus filhos. As nossas catequeses não diminuíram o número de crianças. Os pais querem mesmo que elas sigam a catequese. Os que não o fazem são uma minoria implementada nas. Isso pode acontecer nas maiores cidades. A grande maioria dos pais, mais de 90 por cento, opta por educar os filhos na catequese.

Crise de vocação religiosa?
Moliceiro.com - E os jovens aderem muito a grandes encontros católicos.

AM - O mundo dos jovens é mais religioso do que se possa imaginar. É um mundo simbólico, momentâneo, de entusiasmo. Por isso, as multidões. Os jovens cultivam-se em grupos e exprimem as suas próprias opções em multidão. Não quer dizer que todos tenham igual convicção e que voltem de lá convertidos. O fenómeno da conversão é lento, desenvolve-se passo a passo. Os jovens que cresceram marginais à igreja, mantêm essa marginalidade, ou até se vão reencontrando. Há outros que crescem no seio da igreja e que se vão afastando, por razões meramente pessoais, grupo de amigos, factores de ordem ideológica.
Moliceiro.com - Os grupos de jovens podem ser considerados locais de ocupação de tempos livres e de encontro com amigos?

AM - Os jovens de hoje não precisam muito de ter encontros organizados pela igreja para poderem conviver. O mundo da sua convivência vai desde a discoteca ao café. É um muito variado. Quando ando em visitas pastorais e faço encontros com os jovens, costumo falar com eles de assuntos diversos e não só sobre a igreja. Ouço os problemas que os preocupam e tento orientá-los e motivá-los.
Moliceiro.com - Será que encontram ali a compreensão e atenção que falta em casa?

AM - Muitas vezes acontece isso. Os jovens têm crises variadas e as mais inesperadas. Uma crise religiosa num jovem pode vir de uma desilusão amorosa. O problema que enfrentam naquele momento parece que vai acabar com o mundo. O importante é que os jovens tenham alguém que os possa ajudar, aconselhar e mostrar que a vida tem sempre dificuldades, para que possa ter êxito. Nesse aspecto, escolas como o escutismo são muito importantes, na aprendizagem em comum, no trabalho de equipa e no desenvolvimento do espírito pela natureza.
Moliceiro.com - E quanto à vocação religiosa. Há mais jovens a seguir este caminho?

AM - A tradição da igreja do ponto de vista de vocações começava em crianças. Eu fui para o seminário com 12 anos. Hoje só recebemos no seminário a partir do 10º ou 12º anos, ou até já com curso feito. Tenho um exemplo de um seminarista, que já tirou o curso de História há uma série de anos e está agora a seguir teologia. Actualmente, Há uma paisagem de compreensão dos problemas vocacionais diferente. Não temos de estranhar a dificuldade e a diminuição dos jovens na vida sacerdotal ou religiosa, porque o mesmo acontece relativamente à ordem matrimonial. O matrimónio também é uma vocação, porque exige cuidados, disposições para o diálogo, compreensão e partilha. Factores que a sociedade de hoje não tem. Noivos, casados há pouco tempo separam-se logo de seguida. Esta superficialidade do mundo actual leva as pessoas a ter dificuldade em considerar vocações que têm um sentido de permanência. No mundo do emprego encontramos pessoas que já passaram por vários sítios voluntariamente. Outras têm uma formatura e decidem seguir outra diferente. A instabilidade ou a pluralidade de opções leva a que muitas pessoas tenham sempre dificuldade em se dar ao permanente.
Moliceiro.com - A sociedade coloca muitas culpas aos “dogmas” da igreja. Alguns jovens afirmam querer ser padres e não o fazem devido às exigências do cellibato.

AM - Quando uma pessoa tem convicções profundas, não tem medo de nada. Quando não tem convicções profundas, começa a ter dificuldades e medos. Se a pessoa sabe que a sua opção sacerdotal é uma opção de fé, ela avança, enfrentando as dificuldades. Quando a sua escolha tem tantos receios e questões, significa que a grande motivação para o sacerdócio ainda não existe. A questão não está no facto de ser ou não padre, poder ou não casar, mas sim de entregar a minha vida toda ao serviço dos outros, sem outra consciência e responsabilidade que não seja o compromisso para com eles. Certamente que as pessoas não compreendem assim, porque o problema daqueles que não vão para a frente por força da exigência do celibato, é sinal que o sacerdócio ainda não os apaixonou. O sacerdócio não é uma realização meramente pessoal, é um dom que sente e se entrega aos outros. Isso compensa tudo. Podemos enfrentar dificuldades, mas passar um dia inteiro ao serviço do próximo é uma coisa maravilhosa.

"As pessoas negam-se ao diálogo facilmente"
Moliceiro.com - As pessoas já não aceitam o ponto de vista católico?

AM - Hoje em dia, cada pessoa acha que tem sempre razão naquilo que quer e naquilo que diz e não aceita qualquer espécie de confronto. Por isso, a sociedade é pobre. Ser tolerante é respeitar as opiniões e somá-las para nos enriquecermos. As pessoas negam-se ao diálogo facilmente. Isto significa a perda de uma das dimensões mais fundamentais da sociedade - a relação.
Moliceiro.com - Mas a sociedade acusa a igreja de não mudar de opinião relativamente a certas questões?

AM - E eu pergunto: porque é que discutem mais as coisas da igreja? Porque se vão a uma repartição, podem dizer o que quiserem, mas têm de cumprir a lei. Na igreja não é assim. A igreja não dá sanções. É mais dialogante. Tudo o que é mudança para mais comodidade, é bom, quando não, é mau. A igreja não tem que mudar o essencial, porque este não muda, mas sim a linguagem para as pessoas perceberem o que é essencial e imutável.
Moliceiro.com - Acha que as pessoas vão voltar a aproximar-se da igreja católica?

AM - Há sempre possibilidade. A pessoa humana é o mais misterioso dos seres.
Moliceiro.com - Significa então que “as pessoas só se lembram de Santa Bárbara quando troveja”?

AM - Isso também corresponde ao que é o dia-a-dia. Eu só vou ao médico quando tenho uma dor. As situações são sempre apelos a determinado tipo de manifestações. Há muitas pessoas que não vão à missa, mas quando chega a altura de organizar as festas religiosas, são as primeiras a oferecer-se. Porque querem que a tradição se mantenha. O mundo religioso é misterioso e temos sempre que acreditar. E Deus dá ocasiões às pessoas para se encontrarem. Conheço pessoas que jamais tinham pensado em ir à igreja, e hoje vão, por uma doença, desastre, ou por conversa com um amigo. Quem diz que isso não pode acontecer até ao fim. O apelo de Deus faz parte da nossa própria natureza e não se apaga.
Moliceiro.com - Que mensagem gostaria de deixar para o ano de 2006?

AM - Os anos são todos iguais. Somo nós que os construímos. Há anos que trazem desastres naturais e as pessoas sobrevivem. O que eu digo às pessoas é: estejam vivas no tempo. Não deixem que o lugar que ocupam seja ocupado por outros. O bem comum constrói-se com esforço. Todos temos muito de bom, mas é preciso desenvolver. Olhemos uns para os outros sem preconceitos. Demos a mão sem preconceitos. Não vejamos no outro um inimigo, mas sim um ser igual a nós. Dar a mão ao outro não significa que concordamos com tudo o que ele diz e faz. É importante a sua pessoa, do que a sua opinião ou atitude

retirado do site: http://www.moliceiro.com/
em 28.7.2006

Transcrevo aqui na integra a entrevista que o Bispo de Aveiro, D. António Marcelino deu à rádio Moliceiro. Destaco uma frase que acho relevante e de uma importância extrema "A igreja não tem que mudar o essencial, porque este não muda, mas sim a linguagem para as pessoas perceberem o que é essencial e imutável.".
Se olharmos e estudarmos bem esta frase poderemos verificar que é precisamente esta acção evangelizadora com nova linguagem e novos métodos que é necessária fazer na sociedade actual.
Uma grande entrevista (apesar de pequena) a um grande homem e um enorme pensador e pastor da Igreja em Portugal. Bem haja, D. António Marcelino.

Enfim, coisas da vida ...

sexta-feira, julho 21, 2006

Sentimento de dor e gratidão

Soube agora mesmo da morte de uma pessoa que já considerava minha amgia, apesar de com ela ter convivido pouco tempo. Já nos tinhamos falado várias vezes em assuntos de índole diocesana, mas conhecia pessoalmente e amigamente para a preparação do dia diocesano 2006. Sinceramente fiquei marcado pela sua disponibilidade, amizade, companheirismo, entrega, alegria e vontade de mudar o mundo e esta "Igreja" da qual todos fazemos parte.
Quando me telefonaram a comunicar fiquei sem palavras e ainda tenho o estomago a fazer aquele "nó".
Claro que estou transtornado e triste pela perda de um amigo e de uma pessoa que muito tem dado à Igreja, mas e principalmente à sua família (mulher e filhos), também eles empenhados na sociedade.
Por outro lado dou graças a Deus pela sua presença marcante na minha vida e rezo para que Lhe dê a vida pela qual todos "lutamos" - a vida eterna. Que tenho a certeza que o Urbano já se encontra a cuidar desta Igreja que ele deixou físicamente, mas que espiritualmente continuará a lutar para que ela mude e seja mais humana e mais solidária com todos.

Para a família (Elisa e filhos) deixo aqui os meus mais sinceros pêsames, e que a graça de Deus na sua infinita bondade os abençoe, os ilumine e lhes dê força para continuar - FORÇA !!!

Por tudo isto e muito mais que poderia dizer,

Obrigado Urbano um adeus e até breve ;)

Enfim, coisas da vida ....

terça-feira, julho 18, 2006

Tribunal decide hoje se pedófilos podem criar partido político

Holanda (Haia), 17 Julho.
Um tribunal do distrito de Haia decide hoje se um grupo de pedófilos assumidos tem o direito a formar um partido político, no mais recente teste à tolerância na Holanda.
Oponentes à formação do partido pediram ao Tribunal do distrito de Haia para não deixar o partido apresentar-se às próximas eleiçõeslegislativas, marcadas para 22 de Novembro, alegando que as crianças têm o direito a não ser confrontadas com a existência do partido.
O PNVD, iniciais para Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, defende a legalização de relações sexuais entre adultos e crianças com mais de 12 anos.
O anúncio da existência do partido em Maio último gerou uma onda de revolta, mas o ministério Público recusou acusar os membros doPNVD alegando que esta decisão poderia constituir uma ameaça à ordem pública.
Um advogado dos oponentes do PNVD, Anke de Wijn, defendeu que os pedófilos estão a abusar da tolerância holandesa.Qualquer que seja a decisão de hoje do Tribunal distrital deHaia, o partido não parece ter hipóteses de obter um lugar que seja no Parlamento porque, segundo as sondagens, não obteria mais que1.000 votos, muito aquém dos 60.000 votos necessários para a eleição de um deputado no Parlamento holandês.
A idade mínima legal de consentimento de relações sexuais de crianças com adultos varia conforme os países, sendo na Holanda e na maioria dos países da União Europeia de 16 anos.
No Canadá, por exemplo, a idade permitida é de 14 anos.
Noticia: Agência Lusa
E depois disto, o que é que se seguirá? um partido de assassinos, pedindo a legalização da morte por assassinato? um partido de ... sei lá ! Sinceramente ainda estou sem palavras para classificar tamanha aberração. Mas por outro lado, vindo da Holanda quase já nada me espanta. Quem semeia ventos, colhe tempestades. Já diz o povo.
Enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, julho 17, 2006

Oração de um menino...

Um menino meditando enquanto rezava, concluiu:
Senhor, esta noite te peço algo especial…
Me transforme em um televisor.
Queria ocupar seu lugar.
Queria viver o que vive a TV da minha casa.
Ter um quarto especial para mim e reunir todos os membros de minha família ao seu redor.
Ser levado a sério quando falo.
Poder ser o centro das atenções, que todos querem escutar sem interromper nem questionar. Queria sentir o cuidado especial que recebe a TV quando algo não funciona...
E ter a companhia de meu Pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado do trabalho. E que minha Mãe me busque quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.
E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo...
E que possa divertir a todos, mesmo que às vezes eles não digam nada.
Queria viver a sensação de que deixassem tudo para passar alguns momentos ao meu lado.
Senhor, não te peço muito.
Só viver o que vive qualquer televisor...
(autor desconhecido)

Como eu queria conhecer este autor, que para mim é um autêntico mestre e sábio.

Enfim, coisas da vida ...

terça-feira, maio 30, 2006

Visita do Papa Bento XVI à Polónia

Inicio do discurso do Papa Bento XVI em pleno campo de concentração de Auschwitz, na sua visita à Polónia - Maio de 2006.
"É quase impossível falar neste lugar de horror, onde se acumularam crimes contra Deus e a Humanidade sem paralelo na História - e é especialmente difícil para um cristão, um Papa que vem da Alemanha.Neste lugar, as palavras faltam e só nos resta um silêncio escandalizado. Um silêncio que é um grito interior para Deus: Porque é que ficaste em silêncio? Porque é que conseguiste suportar tudo isto?Neste silêncio, curvamo-nos interiormente perante a multidão incontável de pessoas que aqui sofreram e morreram; este silêncio transforma-se em clamor de perdão e reconciliação, um pedido a Deus, para que não deixe que isto se repita."

Que grande senhor, este Papa! Surpreendeu-me e continua a surpreender-me todos os dias.
Que Deus o abençõe.

Enfim, coisas da vida!

segunda-feira, maio 15, 2006

Seres espirituais ...

"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual, somos seres espirituais passando por uma experiência humana."

Teilhard de Chardin (padre jesuíta, teólogo, filósofo e também paleontólogo francês)

Esta realidade tão concreta e verdadeira, muitas vezes é esquecida mesmo por nós "pessoas da Igreja" - e queremos fazer com que a nossa passagem por este mundo seja marcadamente "física" e como dizia à pouco tempo o Papa, "utilizamos a Igreja para subir na vida" será correcto?

quinta-feira, abril 27, 2006

Desabafo da semana

Uma das coisas que mais me irrita em algumas pessoas que andam no mundo cristão, é só estarem em determinado local para terem uma determinada posição - status

Gente que se move de uma maneira estranha, em busca de uma posição, não são Crentes no Senhor Jesus… São carentes do Senhor Jesus…

Talvez vocês conheçam alguns; eu conheço cada vez mais, infelizmente.

Enfim, coisas muito tristes da vida ...

«A maneira de evangelizar terá de mudar. Continuamos a usar a linguagem de séculos e não verificamos que a Igreja começa a “ficar muda” pois está a usar uma “linguagem morta para falar dum Deus Vivo”.»
in Agencia Eclessia


Esta frase foi proferida por D. Jorge Ortiga na abertura da Sessão Plenária da CEP à cerca de 2 dias atrás.
Será que todos os Bispos ouviram isto? ou estariam ainda distraídos dado que foi logo na abertura dos trabalhos?

Penso que esta falta de voz (mudez), está bem patente e cada vez mais do que diagnosticada, mas o que faltará então para que comece a mudar a maneira de evangelizar? Falta de coragem? Falta de métodos novos? - não me parece

Enfim, já não é mau os problemas serem diagnosticados, o que implica que mais tarde ou mais cedo estes serão olhados de frente e analizadas maneiras de os rebater. Esperemos que essa reacção aos problemas não tarde e que não seja tarde de mais.

Enfim, coisas da vida ...

terça-feira, março 21, 2006

Exortação Pós-Sinodal poderá pedir o regresso do latim

O Papa Bento XVI receberá no mês de Junho a proposta final do Sínodo dos Bispos com vista à preparação de sua Exortação Apostólica Pós Sinodal sobre a Eucaristia. A comissão de 12 cardeais e bispos de todo o mundo presidida pelo Secretário do Sínodo dos Bispos, o Arcebispo Nicola Eterovic, irá reunir-se no mês de Junho para apresentar ao Sumo Pontífice uma proposta final sobre a base das 50 proposições com que concluiu o Sínodo dos Bispos no último mês de Outubro. Segundo uma fonte do Vaticano, a comissão aprovará "uma proposta e um esquema de reforma litúrgica", que se tornará pública na Exortação Apostólica que o Santo Padre publicará, possivelmente, em Outubro. A exortação apostólica, segundo a mesma fonte que conversou com a ACI Imprensa, incluiria um convite a um maior uso do latim na oração diária da Igreja e na liturgia – excluída a liturgia da Palavra –; assim como nas Missas massivas e internacionais. A exortação também alentaria a dar um espaço maior ao canto gregoriano e à música polifónica clássica; à eliminação gradual do uso de canções de origem secular em música ou letra, assim como de instrumentos "inadequados para o uso litúrgico" como a viola eléctrica ou a bateria; embora dificilmente os instrumentos sejam mencionados especificamente no documento. Finalmente, o Papa faria um convite à celebração da Eucaristia com mais decoro e sobriedade litúrgica, excluindo danças e, no que for possível, os aplausos".
Fonte: ACIDigital

Ora aqui está umas das possíveis conclusões do passado sínodo dos Bispos.
Leiam, releiam (como eu tive de fazer) e mesmo assim ficar de boca aberta com tamanha falta de bom senso (isto para não escrever outra palavra menos bonita). Sinceramente, eu acho que isto não deve ser bem assim, não acham?

enfim, coisas da vida ...

segunda-feira, março 20, 2006

EM ESPANHA ontem foi dia do progenitor A ou B???!!!

"O arcebispo de Valência, Dom Agustín García-Gasco, qualifica na sua carta desta semana de «ridículo» ter substituído no registro civil os termos «pai» e «mãe» por «progenitor A» e «progenitor B», respectivamente.
Segundo informou Aván, o prelado adverte que «quem se dedica a anular a identidade familiar, quem está fazendo desaparecer o significado jurídico e social de “ser pai” e de “ser mãe” está pondo sua mensagem ideológica para destruir a sociedade familiar e, com ela, a própria sociedade».
Como conseqüência da lei que permite as uniões entre pessoas do mesmo sexo, incluindo a adopção de crianças, o Boletim Oficial do Estado estabelece com uma ordem do Ministério de Justiça a criação de um novo formulário de livro de família, no qual se utilizarão os termos «progenitor A» e «progenitor B» em lugar de «pai» e «mãe».
Para Dom García-Gasco, «a legislação espanhola em matéria de matrimônio e família é cada dia mais mentirosa, sectária e radical» e, também, «falta à verdade do ser humano e à própria natureza». Em sua carta pastoral, o arcebispo convida as famílias a «romper silêncios absurdos», porque «queixar-nos ou rirmos dos escândalos políticos anti-familiares não basta», e anima a considerar o V Encontro Mundial das Famílias como «uma ocasião privilegiada para que as famílias de todo o mundo manifestem sua iniciativa e sua solidariedade»."
Fonte: Zenit!


Não acham um bocado estranho, tudo o que se está a passar em Espanha? ou será só uma má impressão minha?
Será que estas ondas de pseudo-modernismo não irão chegar ao nosso Portugal?
Sinceramente, temos de nos preparar mentalmente para estas mudanças culturais e completamente disparatadas.

Enfim, coisas da vida ...

quinta-feira, março 16, 2006

CARTA ABERTA DE REVOLTA E INDIGNAÇÃO

Aveiro, 16 de Março de 2006

Caríssimos,
Desculpem este desabafo, mas hoje, pela primeira vez, senti vergonha de ser um cidadão Aveirense e não por razões económicas, culturais, mas sim por uma questão de dignidade da pessoa humana - falta de humanidade.
Quando estava a folhear o jornal como o faço logo pela manhã, deparei-me com a notícia que a seguir transcrevo.
Ainda estou a "ferver" por dentro com a desumanização que já está patente na cidade dos canais - tão pacata e simples como muitos apelidam mas que para mim, deixou de o ser.
E questiono-me como agente da pastoral onde é que se encontra no meio disto tudo a Igreja?
Onde é que estamos a falhar, numa sociedade com 93% de pretensos católicos mas, como dizia o jornalista Joaquim Franco da SIC, católicos não-cristãos*. Dado que, quase de certeza daqueles que presenciaram a cena, alguns até vão à missa todos os domingos e andam a "bater no peito" como pecadores tão arrependidos, e depois assistem à "queda de Cristo" em plena rua e nada fazem, olham para o lado como se nada fosse.

Como nos fala o evangelho deste próximo domingo (Jo 2, 13-25), Cristo que se transforma e afirma como o "novo templo" que pode ser derrubado mas se levanta passados 3 dias, ou seja, nunca pode ser destruído porque venceu a morte e o mal, pede-nos que sejamos nós agora nos nossos dias, essa presença viva dEle no meio da sociedade. Que os outros consigam ver em nós esse "novo Templo".
Portanto, os cristãos são aqueles que aderiram a Cristo, que aceitaram integrar a sua comunidade, que comeram a sua carne e beberam o seu sangue, que se identificaram com Ele. Membros do Corpo de Cristo, os cristãos são pedras vivas desse novo Templo onde Deus manifesta-se ao mundo e vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a vida e a salvação.
Esta realidade supõe naturalmente, para os crentes, uma grande responsabilidade… responsabilidade essa que pelos vistos passa ao lado de muitos daqueles que até vão à missa e se intitulam de cristãos.
Também desses sinto vergonha e peço perdão a Deus por de facto ainda acontecerem estas "falhas" cada vez mais evidentes de falta de amor e carinho pelo próximo que está ali ao nosso lado a ser agredido.

Como é que a palavra de Deus consegue passar despercebida a esta gente?
Será como nos indica S. Paulo também nesta semana, na carta aos Coríntos,
“Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios.
Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (I Cor 1, 22-25), ou seja, será que como agentes evangelizadores não seremos muito leves na nossa acção pastoral e tentemos que a linguagem de Deus seja "políticamente correcta" e como tal não produza os efeitos que deveria produzir? retirando-lhe a sua acção menos radical e interpelativa. Penso que ás vezes, o invólucro “brilhante” com que envolvemos a Palavra torna-a mais atractiva, mas menos questionante e, portanto, menos transformadora.

O que é que andamos a fazer? onde é que estamos a falhar?
Sinceramente, será esta a sociedade que andamos a construir?
Pelos visto pessoas presenciaram a cena e já não digo que interviessem em ajuda ao dito senhor, mas ao menos testemunhar?
Que sociedade é esta, que não olha para o outro e vê nele uma pessoa que precisa de ajuda?

Deixo-vos a minha indignação e desabafo em tom provocador mas acima de tudo, em tom de reflexão que acho deverá ser feita pela sociedade civil, mas também e muito pela sociedade "religiosa" (deixem passar o termo) que todos fazemos parte.

Se conseguirem, que tenham uma Santa e feliz quaresma, sempre com os olhos postos na luz Pascal que é renovadora e radical.

Um abraço em Cristo,

Fernando José Cassola Marques

*(in Correio do Vouga de 15/03/2006)

NOTA: Desculpem alguma "gralha" mas escrevi este texto em 15 minutos depois de ter lido o jornal.


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Notícia retirada do Jornal Diário de Aveiro do dia 16/03/2006
Professor agredido e assaltado em pleno dia

Um homem de 47 anos, professor, foi assaltado e violentamente agredido, ontem, pelas 13.30 horas, na Avenida 25 de Abril, em Aveiro, entre a Escola Secundária José Estêvão e a Escola Dr. Mário Sacramento, junto de uma paragem de autocarro.Ao que o Diário de Aveiro apurou junto de uma testemunha que assistiu àquele acto, o indivíduo foi surpreendido por três jovens que, depois de atravessarem uma passadeira daquela avenida a correr, o empurraram para cair. Já no chão, o professor sofreu várias agressões, nomeadamente pontapés, que o deixaram combalido e com a cara ensanguentada.Ao que o Diário de Aveiro sabe, os três jovens tiraram-lhe a carteira e abandonaram-na depois no chão antes de se porem em fuga. O professor terá comunicado à PSP que os assaltantes lhe roubaram 80 euros em dinheiro.Através do Gabinete de Relações Públicas, a PSP lamenta que não haja ninguém que queira testemunhar o acto de violência em causa, mas o Diário de Aveiro sabe que a escassos metros se encontrava um autocarro municipal, na dita paragem, para recolher passageiros. Os que já seguiam no seu interior tiveram a oportunidade de assistir à agressão antes do autocarro partir.
O homem foi assistido pelos Bombeiros Velhos de Aveiro, mas ao que apurámos não careceu de internamento.

enfim, coisas da vida ...