quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Começa hoje a quaresma

Evangelho segundo S. Mateus 6,1-6.16-18.
«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu. Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.» «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te. «E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»

Hoje Quarta-feira de cinzas, pode até parecer que Jesus nos convida a entrarmos nas modas passageiras, nas aparências superfíciais, mas não. O perfume com que ungirmos as nossas cabeças nesta Quaresma há de ser resultado directo do supérfluo de que nos formos conseguindo libertar.
Pois é caríssimos, começa hoje a quaresma, este tempo especial e muito rico para os católicos. Pessoalmente, considero ser um tempo muito importante e de reflexão (introspecção) interior. Serve para me rever o que ando a fazer, o que não ando a fazer e que deveria fazer.
"Creio que aquele perfume com que Cristo nos aconselha a perfumar a cabeça durante a época do jejum é o desafio para não nos fechemos em nós mesmos e que, da nossa vida se solte uma alegria capaz de contagiar os outros" (*)
Sinceramente, acho que não deverá ser um tempo de trevas / tristeza, mas sim o de uma alegria contagiante, de espera, que chegue o Salvador, a Páscoa viva entre nós.
Vamos de uma vez por todas dar a devida importância a este tempo e nas nossas casas criar um espaço especial para este período.


Enfim coisas da vida ...

(*) - Retirado de um bolg de Rui Almeida

1 comentário:

Anónimo disse...

Sim, provavelmente por isso e