terça-feira, maio 13, 2008

Uma história de/da vida ...

Li esta "história" num dos meus blogs favoritos, o do "Pe. Migalhas". Certamente muitos de vós já conheceis esta história, mas hoje não sei porquê, apeteceu-me coloca-la como reflexão.

Enfim, coisas da vida ...

"Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações. Perguntou-lhe:

'Como é que está o meu menino? Ele vai ficar bom? Quando é que eu o posso ver?'

O cirurgião disse:

'Tenho pena. Fizemos tudo, mas o seu filho não resistiu.'

Ela perguntou:

'Porque é que as crianças pequenas têm cancro? Será que Deus não se preocupa? Onde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?'

O cirurgião perguntou:

'Queres estar algum tempo com o teu filho antes de ele ser transportado para a universidade? Uma das enfermeiras irá sair dentro de alguns minutos com o corpo dele.'

Ela pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.

'Quer um caracol do cabelo?' perguntou a enfermeira. Abanou com a cabeça a dizer que sim. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico.

Ela disse à enfermeira: 'Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo para a universidade. Ele disse que talvez pudesse ajudar outra pessoa. No início, eu disse que não. Mas o Jimmy disse: 'Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe. '... O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar se ele pudesse.'

Depois de ter passado a maior parte dos últimos seis meses no hospital, ela saíu de lá, hoje, pela última vez. Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro, ao lado dela. Se foi difícil a viagem para casa, muito mais difícil foi entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto, exectamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou na almofada e chorou até se deixar adormecer.

Era quase meia noite quando acordou e, ao lado dela, estava uma carta. Abriu-a.

'Querida mãe.

Eu sei que vais ter muitas saudades minhas. Mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar, só porque eu não vou estar por perto para te dizer 'amo-te'. Eu vou amar-te para sempre. Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, tudo bem. Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se decidires adoptar uma menina, talvez ela não goste das coisas que nós rapazes gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam. Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo porreiro. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei, para me mostrarem este lugar. Mas vai demorar muito tempo para eu ver tudo. Os anjos são mesmo fixes. Eu adoro vê-los a voar. E sabes uma coisa? O Jesus não se parece nada como se vê nas fotos. Embora que, assim que O vi, logo O reconheci. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa? Sentei-me no seu colo e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi nessa altura que eu Lhe disse que queria escrever esta carta para ti, para te dizer adeus e tudo o mais. Mas eu já sabia que não era permitido. Mas sabes uma coisa, Mãe? Deus entregou um papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever esta carta para ti. E acho que é o anjo Gabriel que te vai entregar esta carta. Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste: 'onde estava Ele quando eu mais precisava'? Deus disse que estava exactamente no mesmo sítio onde estava quando o seu Filho foi crucificado. Ele estava presente exactamente da mesma maneira como está com todos os seus filhos. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi; mais ninguém. As outras pessoas vêem este papel em branco. É mesmo fixe, não é? Agora, eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa. Ah!... Já me estava a esquecer: já não tenho dores, o cancro já se foi embora. Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Isso foi quando Ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isso?

Assinado com amor, de Deus, Jesus e de Mim.' "

1 comentário:

Migalhas disse...

Obrigado Fernando.
Um abraço bem forte